quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Quadra Natalícia

Quando sou abordado na rua pelos fãs, sem excepção todos me perguntam se não tenho vergonha de não ter escrito uma única parvoíce descabida durante todo o mês de Novembro, e se me estou a preparar para repetir o feito no mês de Dezembro?? Ao que eu respondo, que tenho um bocadinho sim senhor, mas é Natal, época de solidariedade, ideal para a prática das boas acções que nos esquecemos de praticar ao longo do ano. Portanto, como primeira boa acção a implementar que tal perdoar este pobre redactor de parvoíce por quase dois meses de ausência de publicação de posts neste blog? Então obrigadinho, e Feliz Natal.

Natal? Ora aí está o mote que precisava para o post da ressurreição: a alarvidade de piroseiras que as pessoas inventam para se fazer na Quadra Natalícia. Quadra? Mas o Natal é só um dia, no máximo dois vá(24 e 25), há claramente aqui dois dias em falta, e gostava de saber quem é que os vai pagar.

O Natal passa então a ser desculpa pra tudo, ou seja, todos os desgraçados a que nínguem liga puto durante o ano, aproveitam para dizer que existem, não falo dos verdadeiros necessitados mas de desgraçados como os ambientalistas, com frases do género: "neste Natal não se esqueça de separar os detritos da sua consoada, os papéis dos presentes(inúteis) no papelão, as garrafas no vidrão, as pilhas(nunca incluídas) no pilhão, o plástico no plasticão, e a sogra no caixão.", ou "Ajude a reduzir o buraco do ozono" que é uma frase bonita de se dizer lá fora, mas nós por cá temos um buraco(orçamental) maior para tapar. "Vá para o trabalho de transportes públicos para diminuir a emissão de dióxido de carbono", se todos seguíssemos esse conselho, com os atrasos dos transportes não só diminuía a emissão de dióxido de carbono como a emissão de ordenados ao fim-do-mês. Mas como eu sou um coração mole, decidi ir pesquisar um pouco sobre o tema e...Vocês sabiam que um dos gases emanados pelo ânus(vulgo buraco do cú) é o metano, o qual contribui 21 vezes mais do que o dióxido de carbono para o efeito estufa? Pois é, acho que o problema não é dos carros mas da flatulência, anda aí pessoal a abrir-se que nem gente grande.

Outra frame (acho que cena é um vocábulo já muito batido, então decidi passar a usar um sinónimo no meu discurso) que me causa espécime no Natal são os presépios estapafúrdios que as pessoas montam sob o dogma de serem originais. Meus amigos ponham nessa cabeça que um Presépio é para ser tradicional, não original! Que sejam então originais nos materiais que usam, mas como já tenho visto, miniaturas do kinder surpresa, hipopótamos, palmeiras e os sete anões, entre outros, não são elementos a incluir num presépio...assim como colocar uma Igreja na frame do nascimento do fundador do cristianismo é decididamente esticar a corda. Como diz o outro, por amor da santa!

Enfim, muita coisa poderia eu ainda definir como acontecimento irritante do longo período natalício, mas o facto é que tenho de acabar o post antes de entrar em estágio para o jantar do milénio em honra do meu n-ésimo aniversário que se realiza esta noite, muito embora a data devesse ter sido comemorada domingo passado(já ninguém faz anos ao domingo). Pelo que vou passar ao relato da minha véspera de Natal propriamente dita.

(10h00)
Velha: Ó Cláudioooooooooooooooooooo!!!
Sou arrancado a um sono profundo, e meio lézero pergunto-me onde estou? Abro um olho pra mirar o despertador...10h?? Será possível que nem no natal me deixam dormir?(Fecho o olho)

(10h15)
Velha: Ó Cláudioooooooooooooooooooo!!! Já te chamei há 1/4 de hora, porra!!!
E foi mesmo, será que ela tá a contar o tempo?
Eu: Que é? - respondo eu num inaudível tom ensonado.
Velha: Anda que precisamos de ajuda!

(10h30)
Velho: CLÁUDIOOOOOOOOOO PORRA!!!!
Sou novamente arrancado da terra dos sonhos, deste vez por um rugido furioso que identifico como a voz do meu pai...instantaneamente quando dou por mim já saltei da cama e desço as escadas numa locomoção atordoada e cambaleante.
Velha: Vá, faz aqui uma mousse enquanto estico a massa das felhozes.
Eu: Ã?? Estico a massa da mousse, e depois?
Não é pra me gabar, mas acho que passei ao lado de uma grande carreira de chefe de cozinha.

Com este acordar o dia promete. Durante todo o santo dia a velha discute comigo e com o velho que tem a casa toda suja e desarrumada, que vêm para cá as pessoas e 30 por uma linha...enfim é o espírito de natal que inunda na minha família. Contudo ao jantar tudo decorre com normalidade, uma casa portuguesa, pão e vinho sobre a mesa, e bacalhau, e batatas, e grelos(daqueles verdes amargosos, todos os anos eu peço dos outros ao pai natal, mas quando é bom nunca é pra mim...), o tinto caseiro do meu avô, e tudo a que temos direito. Sobremesa (mousse deveras elogiada), café, e bagaço (mais ou menos meia garrafa) para o meu avô que vai bebericando enquanto diz que não pode beber mais que eles andem aí. É verdade sou um neto orgulhoso dos avós que tenho. Num salto, e normalmente bem antes da meia-noite, que o pessoal já tem uma certa idadade e tem de se ir deitar, procede-se à abertura das prendas. Metade delas coisas de utilidade nula, mas como manda o consumismo desenfreado da festa em honra do nascimento do menino Jesus, que se nascesse hoje em Portugal nasceria numa ambulância, em plásticos deitado sem vaca nem burro, e quando muito receberia dos três bombeiros magos um chapéuzinho vermelho, um colete reflector e umas botas de biqueira de aço...

Noutra das minhas buscas pela internet, descobri também o presente ideal para este natal. Passo a citar: "John Cornwell, um engenheiro dos Estados Unidos, converteu em 2007 um mini-frigorífico em um "atirador" de cervejas. Agora o único esforço que tem que fazer para beber uma cerveja enquanto está no sofá é levantar o braço para apanhar a cerveja.", é um engenheiro assim que eu pretendo ser um dia, portanto que tal uma vaquinha entre o clube de fãs e oferecerem a invenção aqui ao menino?

Festas Felizes! Bom Natal! Um Próspero Ano Novo! Boa Páscoa! E beijinhos à prima(se for boa)!

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Quando é bom, continua a não ser pra mim...

Podem parar de amolar as navalhas e ajuntar calhaus pra me apedrejarem que eu já estou de volta (finalmente) com mais um post da melhor parvoíce de consumo caseiro. Não me censurem, pois vocês sabem que a minha vida não é nada fácil, qualquer um no meu lugar, passando todos os dias na Vasco da Gama, não é a rua, nem a praça, nem a avenida, nem a escola, nem a torre, nem o aquário, nem a fragata, nem o raio - que - parta - os - desgraçados - dos - ursos - que - têm - a - puta - da - mania - de - chamar - vasco - da - gama - a - tudo, é mesmo a ponte sobre o tejo, já teria concerteza guinado a viatura pra além-mar, no entanto como eterno inconformado que sou com a vida(há também quem me chame teimoso), cá vou sobrevivendo entre perigos e guerras esforçados...mais do que prometia a força humana, assim como fez aquela personagem dos Lusíadas, um tal de Vasco da Gama.

A razão de tão prolongada ausência não foi falta de inspiração, ou falta de tempo, foi mesmo falta de inspiraçao e falta de tempo...embora neste tempo quando foi bom nunca foi pra mim como sempre. Vejam bem que a minha falta de tempo é de tal forma grande que ainda nem um episódio da nova série dos Morangos com Açucar consegui ver...Não me faz mal nenhum é verdade, mas qualquer dia vejo algum jovem vestido como um anormal e não vou saber que quem está fora de moda sou eu, já que são os jovens, de escasso peso e talento pra representar, dos Morangos que vão ditanto a moda jovem neste país, ou então não. Enfim, este facto levou-me a uma pequena dissertação sobre o porquê das pessoas imitarem certos comportamentos e aparência das celebridades, desde a maneira de falar ao penteado, ao vestuário, etc...e eis que me deparo com uma notícia sobre a imaculada Britney Spears que ao que parece, pela 4ª ou 5ª vez consecutiva foi fotografada numa saída à noite com a sua nova amiga Paris Hilton(uma moça de boas famílias, endinheirada, que ao que parece até dá catequese, muito boa menina...) envergando vestidos deliciosamente curtos sem roupa interior...e puff! Fez-se o chocapic! Ora aí está finalmente algo que as fãs deviam começar a imitar, portanto aqui fica o apelo, meninas que sonham ser como a Britney, o primeiro passo é escolher o vosso melhor vestido de domingo(actualmente, de sábado à noite)e deixar a cuequinha em casa. O que mais me impressionou nesta notícia foi que os fãs querem boicotar o lançamento do último album da pop star não comprando o disco, por forma a demonstrar o seu descontentamento com o recentemente comportamento da cantora...a esses fãs quero deixar apenas duas palavrinhas - cambada de paneleiros!

Esta longa ausência literária deveu-se também à minha vida de estudantino, pois no espaço de um mês ocorreram dois festivais, o VII Festa - Festival Internacional de Tunas do Atlântico, na ilha da Madeira, e o V Terras de Cante, na sempre acolhedora cidade de Beja.
Lá está, quando é bom nunca é pra mim, e no fim-de-semana em que fui à Madeira eles tinham que avariar o termoestato, e fazia um calor abrasador, um autêntico inferno à superfície...não parei de pingar desde que lá pus os cotos. Diziam os gajos que era da humidade, ora um gajo quando tá húmido não tá mais fresco? E já que aquela balhana tem água por tudo quanto é canto, podiam ir pulverizando o pessoal...ó Alberto João, fica aqui a ideia pra pensares um bocadinho, mas poucaxinho, vê lá...
Isto o tempo voa enquanto nos divertimos e a coisa passou-se, em duas piscadelas de pestanas tava à porta o festival de Beja. Ora, dado os meus afazeres de estudante aplicado, apenas podia ir pra capital dos EUA(Estados Unidos do Alentejo) a partir das 17h, pelo que me juntei com mais 4 companheiros estudantinos para, após o exame de um deles(cerca das 22h) zarparmos num bote direito a Beja. Contornadas algumas peripécias que sucederam antes da partida lá fomos, sempre com a habitual paragem numa estação de serviço para abastecer(de moscatel do bom), e eis que surge na mesma estação um autocarro carregado de marmanjos trajados, nada mais nada menos que a mui nobre Tuna Universitária de Aveiro, que também se deslocava para o certame alentejano. Pessoal do mais simpático que há(desconfio que devido às 13 grades de mines que tinham despejado no caminho...) que desde logo nos convidou a juntarmo-nos a eles no que restava da viagem, assim como num pequeno comício e beberício de leitão e vinho tinto, à chegada ao nosso comum destino. Assim fizemos, colámos na traseira do autocarro, demorámos o dobro do tempo na viagem mas chegámos sãos e salvos. Claro que leitão e vinho, implicava ser bom e ser pra mim, portanto nada feito, depois de cumprimentarmos os colegas estudantinos e enchermos as flexões da prache, quando fui à procura do leitão, já nem os ossinhos encontrei. Enfim, caloiro sofre...

Terminada mais uma jornada tunante e de volta à rotina, venho a caminho de casa no meu mal-assombrado cavalo branco ao cabo de mais um extenuante dia de aulas, quando após passagem por baixo da carrinha que seguia à minha frente um OVMNI(Objecto Voador Metálico Não Identificado) vem embater no meu carro, e me fecunda(fode) o farol direito...já tinha referido que Quando é bom nunca é pra mim? Mas é mesmo verdade, porquê? Porque, para me distrair das amarguras da vida, no dia de finados(como alguem ternamente disse, é aquele dia pra ir ver a mitra que já morreu)agarrei na minha fã nº1 e fui passear até à barragem de Magos. Não sei se vocês conhecem, mas a puta da barragem deve ter alguns, vá lá pra não exagerar, 5Km de extensão, ora após eu estender a mantinha, montar o estaminé, e sacar da marmita do pastel de bacalhau...com mais 4995 metros de barragem, onde é que o desgraçado do pescador se foi por à pesca? Exactamente, nos 5 metros ao meu lado(e nem uma bota pescou)...Enfim, eu cá vou acreditanto que, se Deus me deu esta cruz pra carregar é porque realmente...Quando é bom nunca é pra mim.


quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Vira o disco e toca o mesmo - O post inacabado

É com um olhar triste e húmido que vejo desaparecer a minha última semana de férias...de hoje a 8 dias - alguém me explica porque é que as pessoas dizem de hoje a 8 dias pra se referirem ao mesmo dia da semana seguinte quando a semana só tem 7 dias?? É uma coisa que faz-me espécime - Faz-me espécime? Espécime não é o substantivo pelo qual designamos um elemento ou exemplar de uma espécie? - Então porque dizemos que algo nos faz espécime para referir algo que nos causa confusão? Deixo a questão para reflectirem mais tarde, numa qualquer noite de insónias - mas estava eu a dizer, daqui a 8 dias lá estarei numa qualquer mal-assombrada sala do ISEL, num esforço sobrehumano para me manter acordado enquanto um qualquer engenheiro debita matéria de suposta(-mente duvidosa) importância e utilidade para um dia mais tarde na nossa vida activa...mas que nem pra concorrer à Herança nos vale. No entanto é nesta altura que nos sentimos com redobradas enenrgias para encarar um novo semestre, com a fiel convicção de que este vai ser o semestre da revolta, em que vou finalmente fazer 5 ou 6 ou 7 cadeiras, estudando incessantemnete e terminar finalmente o curso! O mundo está em mudança, o momento é agora! Basta ligar a tv para ver as mudanças. Antes do Verão a notícia era que o Cristiano Ronaldo ía às putas, agora é que o Cristiano Ronaldo(mais o Nani e o Anderson) recebem as putas em casa, o que é completamente diferente. Antes as pessoas adoravam a Princesa Diana e os jornais inventavam novas notícias sobre a bacana da Lady Di, agora as pessoas fazem homenagens à princesa, e os jornais publicam entrevistas que revelam novos "factos" da vida da senhora. A Maddie desapareceu e iam surgindo provas e teorias novas no caso, agora a Maddie continua desparecida e continuam a surgir provas(ou não), não chamam o CSI, isto continua uma bandalheira.


Bom, mais uma vez a minha atarefada vida voltou a pregar-me partidas pelo que este post tem vivido como um rascunho até ao dia de hoje, e acabou por passar de validade para ser publicado, portanto também não faz sentido acabá-lo...No entanto as previsões que este contem quanto ao corrente semestre mostraram-se certeiras, acabei hoje mais um dia de aulas e tou cansadíssimo, practicamente ás portas da morte, preciso urgentemente de férias, e esta semana foi só de apresentações...não sei se sobrevivo a uma próxima. A parte de fazer 5, 6 ou 7 cadeiras é que se está a mostrar mais complicada uma vez que estes desgraçados não me deixam inscrever a mais de 7 cadeiras, e eu assim fico com um leque limitado pra escolher, o que decididamente dificulta a missão.


E como não há duas sem três voltou a passar-se outra semana e o post voltou a passar de validade sem ser publicado, só pra vocês verem o quanto eu ando a estudar, que nem tempo tenho de escrever parvoíce. Esta semana, meus amigos, foi tão dura quanto a anterior, temi mesmo pela minha vida. Aulas todos os dias, practicamente das 8 as 20h só com paragem pra almoço, e no meio disto ainda arranjo tempo pra dois ensaios da estudantina, dois treinos de futebol, duas idas à Media Markt do estádio...tá-me a falhar o nome, aquele estádio em que o Liedson foi multado por não parar aos vermelhos, não sei se se lembram, e uma semi-noitada na 5ª feira (mega arraial do caloiro), é coisinha que não mata mas mói. Feito o balanço, o que se aproveitou mesmo desta árdua semana foi a Discussão de uma cadeira que eu não vou dizer qual é pra não dar aso a represálias, e que não tem nada haver com Sistemas Operativos. Para os menos familiarizados uma Discussão é uma espécie de prova oral(e não, não tem nada haver com os preliminares do amor praticados com aquelas roliças professoras de peitos fartos, que entravam no filme "O que para aqui vai de chicha e outras lições de anatomia profunda" com a chancela de qualidade Taquilla XPTO), que se faz no ISEL, dado o pessoal docente ser um bocado desconfiado e não bastar pra eles 3 trabalhos prácticos e mais de 10 num exame final, pra passar a uma cadeira...ainda há que torturar o aluno mais um bocadinho, e se for já no semestre a seguir depois do coitado se ter esquecido da matéria que nunca dominou, mais eles se divertem. Digo-vos com franqueza que me tremiam as canetas durante os míseros segundos que levei a percorrer o sinistro corredor que leva ao gabinete do engenheiro...não sei porque raio, mas o pensamento que me tomava a mente era..."Não estejas nervoso...já sabes que quando é bom nunca é pra ti!" Bom, fez-se a discussão e o inesperado aconteceu...foi bom e foi pra mim, passámos(foi um discussão de grupo, se fosse sozinho tava desgraçado claro) com 12/13...e esta história teria um final feliz se terminasse por aqui, mas não termina.Claro que eu tenho de ter sempre alguma coisa ao contrário dos outros, e se, normalmente a discussão é feita após o aluno passar no exame, não é o caso pois ainda vou fazer o dito exame em época especial, simplesmente o eng.º quis despachar logo a coisa, e antecipou a discussão. Enfim, a ver vamos.

Mas calma a semana não termina por aqui. Sábado, XIII Noite de Tunas de Oeiras, um bom cartaz, entrada livre, e é sempre bom conhecer a concorrência, pelo que decidi ir. Local - Casa da Pesca. Problema? - Tá de chuva e, citando algúem que não sei quem é, mas se estiver por aí que faça o favor de se acusar, a Casa da Pesca...

Era uma casa,
Muito engraçada,
Não tinha tecto,
Não tinha nada.

...ou seja, é um jardim, e chove lá "dentro". Posto isto, pra não cancelar o evento, deu-se transferência para o Peter Café na marina de Oeiras. Como é hábito sempre que vou pra um local que não conheço, vi-me grego para achar aquilo, parei o carro na marina, e fui a pé para o lado oposto, debaixo, está claro, de chuva. Voltei para trás, que fique registado, debaixo de chuva, e dirigi-me à marina. A marina é uma estrutura curiosa, pois tem uma espécie de telheiro(sem telhas)à frente dos bares, que ingenuamente pensei me abrigasse da chuva, contudo inexplicavelmente levei com mais água debaixo desta placa do que fora dela. Cheguei, ensopado, ao Peter, que se encontrava surpreendentemente a abarrotar, e do alto dos meus 1,68m ver tunas era mentira...mas acabou por não ser nada por causa do detector(e por ter parado de chover e o pessoal ter dispersado um bocado prá rua...)

Mas nesta semana nem tudo foram coisas boas, portanto fiquem atentos ao próximo post, porque realmente...quando é bom nunca é pra mim.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Sabem como é a minha vida...

"Mas o que é isto??? Já vamos a 24 e desde o dia 6 que não há nada de novo?! Há 15 dias sem parvoíce! Ainda se este calão fizesse mais alguma coisa de útil na vida..." - balem as tresmalhadas ovelhas do pequeno rebanho acompanhante deste humilde pastor da parvoíce, que sou eu... só pra vocês, eis aqui a resposta! Aprendam a fazer contas que não foram 15 dias foram 18, e vocês, melhor que ninguém, sabem como é a minha vida. É Agosto, confere, eu tou de férias, tá certo, eu sou preguiçoso, correcto e afirmativo, mas este mês os eventos que requerem a minha presença são mais que muitos. Fiquem vossas rabetas excelências sabendo que têm lugar por esta altura duas nobres festas de duas igualmente nobres vilas, em honra das suas nobres santas padroeiras. Para os aficionados religiosos podem tomar nota do nome das ditas santas: Nossa Sra. do Castelo, na festa de Coruche, e Nossa Sra. da Oliveira exaquo com Nossa Sra. de Guadalupe nas festas de Samora Correia.

Podem parar de franzir o sobrolho que isso faz pés de galinha...esta temática das diferentes santas tem muito que se lhe diga, ora porquê? Façam comigo a seguinte experiência:

1. Procurem no google as imagens das ditas santas;
2. Debrucem-se sobre as suas diferenças e semelhanças e formulem o vosso parecer;

É, são iguaizinhas sem tirar nem pôr...eu diria até que são a mesma...e são...no entanto com acessórios e roupas diferentes, mais ou menos bronzeadas...e assim como estas três muitas outras vagueiam por aí...ora sendo eu parvo, isto fez-me pensar... A Virgem Maria, mãe de Jesus, tem mais versões que a Barbie e o Action Man juntos. E o pessoal acha piada a isto.

Bom, mas tava eu a falar das festas e eventos que as compõem, e por isso, para que não pensem que andei a brincar em serviço, aqui fica o post que resume a minha passagem plas referidas festas. Ok, este mês não publico 4 posts, mas este vale bem por 2, que têm aqui muito que ler, podem aproveitar enquanto tiver a dar as Chiquititas, ou o programa da madrugada da tvi com a mamalhuda que teve no Big Broche(peço desculpa, mas ainda ando a fazer terapia da fala pra ver se consigo dizer brother...), isto porque a essas horas não devem ter mesmo mais nada que fazer...

3ª feira - A Festa de Coruche têm início no dia 14 de Agosto( véspera de feriado) marcado pelo tradicional fogo de artifício à beira rio lançado...coisa bonita de se ver, um bocado bem-passado, diriam alguns, e eu concordaria se fosse bom e fosse pra mim, o que claramente não é viável...como tal o spot onde eu parei a mirar o espectáculo pirotécnico tinha que ter apenas e somente minis quentes pra se beber...optei por seguir os ensinamentos da minha sábia avó, e dizendo pra comigo "É cerveja na mesma" bota-a-baixo.

4ª feira - Embora começassem as Festas de Samora, foi dia de descanso, não pode ser festa todos os dias, que ainda agora tá no princípio e a máquina depois ressente-se...ou seja, passagem breve pela largada da tarde, ida ao cinema pra ver o filme do rato que faz petiscos - claro que quando é bom nunca é pra mim, portanto não arranjei bilhete - e de volta a samora fiz uma curta paragem no bar do Nhã(é chamam mesmo Nhã ao dono, sabe deus porquê), que por acaso tava ao rubro...tivesse eu um mais elevado teor de álcool no sangue e teria curtido milhões a noite, assim fiquei só a olhar do alto dos meus pés de chumbo enquanto um amigo que não via há uns tempos me pregava uma monumental seca...enfim os amigos são pra se ouvirem uns outros...e isso levou-me a nova dissertação...

Não percebo porque raio temos duas orelhas, quando uma chega perfeitamente para ouvir. Ok, ficava inestético, mas podíamos ter as duas e apenas uma a funcionar...assim no caso da conversa ultrapassar a linha da chatice, a gente virava-lhe a orelha môca e pronto. Porque é que Deus nos terá feito pares de umas coisas desnecessariamente, e não de outras?(decididamente o meu lado religioso hoje está no auge) Para quê duas amígdalas, se elas não fazem falta? Dava muito mais jeito dois estômagos, um prós sólidos, outro prás bebidas. Um gajo paga um dinheirão pra ir jantar com os amigos no aniversário, bebe um shot de Goldstrike(pra quem não sabe o Goldstrike é uma bebida espiritual, é o espírito do Jack o Estripador em forma de bebida) por engano e volta e meia acaba por voltar pra casa sem o jantar. E pra quê o apêndice? Mais valia uma bexiga extra, o que evitava a partir duma certa altura ter de mudar as águas a cada nova imperial. Mas o caso mais indignante são os órgãos sexuais...se em cada ejaculação um homem poderia, teoricamente, duplicar a população da terra, então pra quê dois testículos(leia-se culhões)?? Seria muito mais vantajoso um segundo pénis(leia-se caralho), que pudesse revesar o primeiro no acto do amor(leia-se foda) e claro, despejar a bexiga extra quando estivesse cheia.

5ª feira - JPP(João Pedro Pais, não é o Jesualdo Puta que o Pariu, esse tinha actuado em Leiria, e ainda tava a recuperar) foi actuar a Coruche. Ainda não tinha visto o senhor ao vivo, pelo que, pelo sim pelo não, decidi ir jantar com o pessoal, e beber uns canecos, só pra assegurar a diversão. Não sei se já referi isso hoje mas, quando é bom nunca é pra mim, e então fui vítima dum roubo. Dois pires de salada de polvo, pra 8, dois pires de ameijoas, pra 8, duas doses de carne grelhada com batatas cozidas(é disse bem, cozidas) pra 5 - o homenzinho só pode ter pensado que a gente tinha jantado em casa primeiro - lá pedimos então mais duas doses, prós 3 desgraçados que ainda não tinham comido(grupo onde curiosamente eu me incluía), doses essas que não faziam metade de uma das anteriores, mas desta vez era com batatas fritas(de pacote, num pires mais pequeno que o da salada de polvo)...no fim de jantarmos assim à fartazana dá cá 11€, e vai buscar um cachorro à roulote prá sobremesa se quiseres(eu por acaso optei por deixar o cachorro pró fim da noite, mas houve quem quisesse ficar logo despachado, de tão cheio que tava)...ao menos não faltou bebida toda a noite, e fez-se a festa.

6ª feira - Permadruguei* na casa da minha avó(sim, aquela das cervejas), na madrugada de 6a feira, almocei, e após cafezinho e água castelo(ajuda a lavar a adega da noite anterior), era hora de regressar a Samora Correia. O resto do dia correu com normalidade, em casa sem fazer nenhum, a modos que a recarregar baterias prá largada da noite, que seria precedida pela passagem dos bovinos pela Avenida o Século(av. principal que atravessa Samora). Isso não será perigoso? Questionam-se os menos familiarizados com estas andanças...Bom, ao longo dos anos a que eu tenho assistido a este evento, nem por isso...os bichos passam correndo, e se ninguém os distrair muito eles seguem o seu caminho e nem olham pra trás, no entanto desta vez a coisa não se deu bem assim, e os bovinos, tal campeões de natação fazendo piscinas, decidiram percorrer a avenida por várias vezes, a princípio até tava a achar piada à brincadeira, mas acabei por me fartar...e fartei-me em boa altura porque um dos bois viria mesmo a fugir...correram boatos que ele terá ido para a zona mais underground da vila, sendo abordado por um assaltante que lhe pediu as farpas...como não tinha, o maliante deu-lhe dois tiros e fugiu. Tal crime foi abafado na comunicação social para não alarmar a poulação, tendo esta apenas noticiado que o touro tivera de ser abatido, mas a mim ninguém me cala! Fora isso correu tudo pelo melhor, tirando aquela parte na largada em que rasguei as calças no meio das pernas ao subir uma tronqueira...não, não tava a fugir do touro, apenas procurava uma posição mais elevada que constituísse um melhor ponto de observação do meio envolvente.

Sábado - O sábado é o dia mais especial das festas de Samora, sendo os grandes focos de interesse, a passagem de toiros na Avenida O Século a meio da tarde, a distribuição gratuita de sardinhas pão e vinho pelas ruas da vila, e a largada de toiros pela noite fora. E o que é indispensável de se fazer antes de uma grande noite de festa? Obviamente um jantar regado de bom vinho...não foi o vinho ranhoso que distribuiram pela vila, mas um Casal Garcia serviu muito bem a ocasião...a ocasião e a cadela de uma certa pessoa que se manteve activa toda a noite, que até lhe deu para começar a gostar de courato...claro que quando é bom nunca é pra mim, e o courato de que a moça começou a gostar tinha de ser o que eu estava a comer...Como é hábito nesta noite, após a largada de um ou dois toiros, são largadas também duas vacas, mas o pessoal da organização ou tava com vergonha ou a querer fazer suspense e demorou mais de meia-hora a largar os animais, pelo que pra mostrar a minha indignação fui-me embora...claro que, quando é bom nunca é pra mim, ía eu a meio caminho de casa e vejo o foguete que simboliza o largar das ditas cujas...enfim.

Domingo - Em Coruche já acabaram as festas, e em Samora o Domingo é como se fosse dia de repouso. Há uma demonstração de picaria às 10h30 da madrugada, que eu vi uma vez e cheguei à conclusão de que não vale a pena ver uma segunda enquanto não puserem isso mais pro início do dia(pra mim ao domingo o dia só começa a amanhecer lá prás 15h), pra além disso constipei-me, é triste mas é verdade, já não tenho 20 anos(tenho 20 anos e 8 meses)e já não aguento uma noite inteira ao relento sem no dia seguinte me chegar o pingo ao nariz. Posto isto, nessa noite o melhor foi calçar as pantufas e ficar em casa a ver um filmezinho.

2ª feira - Não me perguntem porquê, mas em Samora há esta mania de à 2ª feira haver largada até de madrugada, pra mim é igual, mas há quem tenha de ir trabalhar no dia seguinte, e isso revolta-me...durante uns minutos, mas depois passa, até porque as tronqueiras ficam muito mais vazias, e é assim que eu gosto de tourear, que eu sou tímido e nesses momentos não gosto de ter muita a gente a olhar pra mim(e a empatar na hora de fugir).

(*) - Termo inventado por mim de significado semelhante a "pernoitei" mas que se aplica à madrugada em vez da noite.

P.S. Muitos pensaram que o meu pedido era a gozar, mas não...houve mesmo uma fã, que me pediu encarecidamente que não ser revelasse o seu nome, que me ofereceu um Cubo de Rink(para os mais incultos é um Cubo Mágico, e para os que são mesmo burros chapados é aquilo que tá na imagem em baixo). "Ah, tás-nos a chamar burros mas não tens o cubo resolvido!" Pois não, porque resolver o cubo é fácil, qualquer paspalho vai à net e encontra uma série de sites e videos a ensinar a resolver o cubo...a configuração que podem ver na imagem é precisamente a que eu quero das 43.252.003.274.489.856.000 possíveis. Façam lá esta se forem capazes!

P.P.S. Ainda continuo é à espera da(o) fã que me ofereça o GPS.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Walking rider returns

Cá estou regressado de umas curtas mas revigorantes férias na costa alentejana, onde deu pra aperfeiçoar o meu fluente inglês como aliás está bem patente no título deste post. No entanto venho algo desanimado, pois não foram estas as férias que eu esperava. Houve muito poucas vezes em que Quando é bom não é pra mim, fora o gel de banho ter-se aberto dentro do saco e ter enchido tudo de nhanha, e o desgraçado do multibanco deixar de funcionar justamente no dia em que eu me vim embora, tendo de ir à terriola vizinha, atravessando uma estrada que em nada fica atrás do caminho pro castelo do drácula, levantar dinheiro pra pagar o parque, não aconteceu nada de especial. E tirando também ter-me saltado o tampão da roda ao percorrer a tal estrada. Resumindo, agora tenho um par de tampões de cada qualidade, mas não é grave, a não ser que se dêem ao trabalho de dar a volta ao carro pra comparar o lado esquerdo com o direito ninguém dá por nada... Enfim, foram umas férias fraquinhas em parvoíce, daí não ter escrito logo novo post à minha chegada, no entanto após uma visita à terra da velha, a grande metrópole de cerca de 100 habitantes denominada Malhada-Alta, a lacuna de parvoíce foi facilmente preenchida...

Tudo começou, quando a progenitora da velha(minha avó), acabando de mudar as pilhas à telefonia a tentava sintonizar sem sucesso, pelo que me pediu ajuda ao que me vi obrigado a responder..."Então não vês que isso diz aí AM e FM?" - e diz a velha - "Que é que tem?" - "A.M. Antes da Malhada-Alta e F.M. Fora da Malhada-Alta! Isso na Malhada-Alta não funciona!" - escusado será dizer que fui mandado bardamerda, mas logo de seguida já me mimavam chamando-me tonto. A coisa foi-se passando até que chegada à hora do almoço me diz a sra minha avó: "Vai lá buscar uma cerveja ao frigorífico" - e eu bem mandado e todo contente lá deitei a mão a uma jola geladinha, que comecei a bebericar quando a velha se sai com esta: - "Então mas a cerveja é pra ti ou é pra mim??" - e eu - "ÃÃÃÃÃ???" - e ela - "Eu disse-te pra ires buscar a cerveja era pra eu beber!" - agora com 70 anos é que a velha lhe deu pra beber cerveja, pro que eu havia de tar guardado, com uma família destas como é que me podia ter calhado algum juízo? Não dá, né? E não era uma cerveja qualquer que ela bebia, Bohemia 1835 exige-se qualidade. E o pior foi quando ela disse: - "Mas não bebo uma inteira, uma destas dá-me pra 3 quartéis" - por quartéis entenda-se refeições, e digo eu: - "Mas isso assim perde o gás todo!" - e ela - "É cerveja na mesma!" - bom, que posso eu dizer? É a minha avó. O dia não ficou por aqui, ainda deu pra ir dar umas cacholadas às piscinas de Coruche, e voltar ao Café Canuto, pra provar as minis no empurrar de uns tremoços, entre dois dedos de conversa. Conversa em que a dada altura se falava de pais e filhos, nomeadamente na idade em que se começa a sair, se se devia ou não contar pra onde íamos, etc...conversa interessante dado as diferentes gerações que se encontravam à volta da mesa, das dificuldades de cada tempo, alegando os mais velhos que agora é muito mais fácil, digamos conquistar uma moça, com tudo o que a isso está inerente...ou seja que no tempo deles, tinham de comer fruta como os árbitros amigos do Pinto da Costa, e era se queriam. Tal conversa trouxe-me então à memória certo texto, que de pronto encontrei no baú dos tesourinhos deprimentes(ou caixa de e-mail), e que seguidamente posto aqui pra vocês.

Antevisão dum diálogo íntimo na era moderna e civilizada da Educação Sexual nas escolas. A leitura do texto não é aconselhável a menores de 6 anos. Daí em diante, ao que me dizem, não chocará ninguém.

Ela: Hmmm...! Gosto quando me beijas no pescoço...

Ele: No fundo, estou apenas a estimular as tuas zonas erógenas para facilitar o coito, segundo as regras básicas da excitação sexual.

Ela: Eu sei. Agora, vou estimular-te por sexo o
ral. Parece-me que dois
minutos e meio de estimulação é a duração adequada ao teu estado neurológico e sensorial. Que achas?

Ele: Acho bem. Segundo os estudos de Dickinson, estás certa. Ahhh...! Onde é que aprendeste a fazer isto tão bem?

Ela: Foi no livro obrigatório do 5º. ano, o "1001 Maneiras de Enlouquecer um Homem na Cama".

Ele: Sempre gostei de sexo oral. Na escola, tive a melhor nota da turma no teste de cunnilingus...


Ela: Ohh!... Adoro ouvir-te falar Latim...

Ele: Vamos fazer alguns exercícios de Kegel: me
lhoram o funcionamento do músculo pélvico e facilitam o orgasmo.

Ela: Para além disso, protegem contra a incontinência urinária. É preciso preparar o futuro! Às vezes penso como seria penosa a vida dos nossos pais, que não sabiam nada disto...

Ele: Podes crer! Eu nem sei como eles conseguiram conceber-nos!

Ela: Ahh!... Pára!... Obtive já uma boa lubrificação vaginal. Estou suficientemente excitada para a chamada penetração peniana. O bastante para sentir prazer e não ter irritação vaginal pós-coito. E tu, que tal o afluxo sanguíneo?

Ele: Vai indo. Queres um orgasmo simultâneo?

Ela: Não sei. Há várias teorias sobre isso. Ah
h, continua... Inclino-me mais para as teses de Bancroft, que sustentam que homem e mulher têm tempos diferentes e por isso é muito mais comum que cheguem ao orgasmo em tempos diferentes.

Ele: Como são os teus orgasmos: clitorianos ou vaginas?

Ela: Tu ainda estás nessa? A minha professora diz que o orgasmo, como resposta fisiológica, é basicamente o mesmo, independentemente da área estimulada. É tudo psicológico!

Ele: A puta da tua professora deve de ser frígida!

Ela: Não brinques com coisas sérias! A frigidez é um problema grave. Pode ter origens orgânicas, como dispareunias ou alterações hormonais, mas na >maior parte dos casos tem origens psicológicas. Ahh, não pares!... O
que se diz para aí sobre a frigidez é uma treta.

Ele: Não me digas que o Ponto de Grafenberg também é uma treta....!?

Ela: O quê, tu deste isso? Porra, o teu professor ainda segue o programa do ano passado! Desculpa lá que te diga, mas andas a foder pelo método antigo.

Ele: Por acaso não gosto nada do meu professor. Na semana passada,
repreendeu-me por não ter feito o T.P.C. (Tocar Punhetas em Casa), prática de que ele não abdica dentro do sistema de avaliação contínua.

Ela: Hmm...! Isso... adoro-te!

Ele: Olha, acabei de ejacular! Agora, vou esperar um bocado para que as artérias contraiam e as veias relaxem. Isso reduzirá a entrada de sangue e aumentará a sua saída, tornando o pénis flácido. Depois voltamos à sala, está bem?

Ela: Sim, tenho que apagar as 12 velinhas do meu bolo de aniversário!

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Promessa cumprida!

Sinto-me um privilegiado! Não é isso, quando é bom continua a nunca ser pra mim, sinto-me privilegiado apenas por poder cumprir a meta de 4 posts por mim proposta pra este mês, pois Julho caminha já a passos largos para o final, e devido à azáfama que têm sido estes últimos dias de exames e trabalhos, a parvoíce em que é rico o meu espírito tardava a manifestar-se. Eis que, como por magia, a parvoíce veio de novo até mim. Desta vez não foi a tv, mas a música, trazida pela voz desse enorme ícone, desse autêntico titã da música nacional...falo do grande, do formidável, do fenomenal, do brilhante, do magnífico, do soberbo, do genial, do colossal, do mítico...o lendário...José Cid!

Não raras vezes assistindo ao meu programa televisivo de eleição(pré-gato fedorento) ouvi diversas piadolas achincalhando o José Cid, recordo-me por exemplo de certas passagens do Bruno Nogueira que no seu estilo característico dizia qualquer coisa do tipo "parece que o José Cid lançou um novo álbum...o que explica porque é que a taxa de suicídio esta semana disparou que foi um disparate!"- (Risos) - "Estou a falar a sério, agora que tínhamos começado a largar as drogas e os psicólogos, vem o José Cid e pimba! Outro álbum! Quer dizer...não se faz...", e pensava pra com os meus botões, "Que exagero, tomara os 4 Taste cantarem metade do que o Zé Cid canta(amordaçado e sem dentes), o homem ganhou mais vezes o festival da canção(só com um olho) do que o Armstrong(só com um tomate) a volta a França..." o Bruno tinha é de escolher um pra fazer a piada e calhou a ser este, mas não, vim a descobrir que tudo isto tinha uma razão de ser...

A música que me chegou aos ouvidos dá pelo nome de, bom pra dizer a verdade não sei qual é o nome ao certo, mas o nome do mp3 que tenho é "Pouco a pouco - favas com chouriço". O nome só por si já é sugestivo, mas deixo-vos a letra pra formularem a vossa própria opinião...

Vá lá, são sete e meia, amor, e tens que ir trabalhar.
Acordas-me com um beijo e um sorriso no olhar.

E levantas-me da cama, depois tiras-me o pijama,
Faço a barba e dá na rádio o Zé Cid a cantar.

Apanho um autocarro, vou a pensar em ti

que levas os miúdos ao jardim infantil.
Chego à repartição, dou um beijo no escrivão
E nem toco a secretária que é tão boa.

(refrão)
A pouco e pouco se constrói um grande amor,

De coisas tão pequenas e banais,
Basta um sorriso, um simples olhar
Um modo de amar a dois.
Um modo de amar a dois.

E às 5 e meia em ponto, telefonas-me a dizer.
Não sei viver sem ti amor, não sei o que fazer.
Faz-me favas com chouriço, o meu prato favorito.
Quando chego p’ra jantar, quase nem acredito.
Vestiste-te de branco, uma flor nos cabelos
Os miúdos na cama e acendeste a fogueira.
Vou ficar a vida inteira a viver dessa maneira,

Eu e tu, e tu e eu, e tu e eu e tu.

Meus amigos, isto é parvoíce da mais pura e cristalina! "Zé pah! Tás cá dentro!" (e vocês panascas leitores abstenham-se de comentários paneleiros envolvendo trocadilhos com esta frase) Bom, sendo eu um fã de Jaimão, e produtor de parvoíce em quantidades industriais, a minha legitimidade para editar este post seria pouca ou nenhuma, no entanto trata-se de artistas diferentes e seguidamente poderão então ver a razão desta mensagem, pois enquanto o Jaimão assume que o trabalho dele não é comparável com certos e determinados artistas, já o nosso Zé...bem, deixo-vos algumas das suas melhores citações:
  • "Se Elton John tivesse nascido na Chamusca, não teria tido tanto êxito como eu." in Pública, 2003
  • "Tentaram e conseguiram pôr-me na prateleira. Mas a verdade é que os outros artistas estão na prateleira e eu estou cá." in Pública, 2003
  • "A nova geração tem de descobrir qual é o seu dinossauro. Todos os países têm o seu dinossauro. Os franceses têm o Johnny Halliday, os espanhóis o Miguel Rios. Ambos são uma porcaria ao pé de mim. Sou infinitamente melhor do que eles e tenho uma melhor estética." in Pública, 2003
  • "Usem e abusem de mim. Estou cá, canto e bem ao vivo. Façam de mim o que quiserem. Estou com uma grande voz." in Pública, 2003
  • "Adoro o «Cantor da TV», a canção menos comercial daquele álbum [Nasci prà música]. Dificilmente conseguiria escrever [outro] tema daquela maneira. É muito bem esgalhado e muito bem tocado." in Pública, 2003
  • "Essa canção [Como o macaco gosta de banana] foi um escândalo. As pessoas julgaram que era uma canção ordinária. (...) Divirto-me à brava quando a oiço, porque é uma canção que não se pode levar a sério. Tem um sentido de humor de abandalhar o sistema." in Pública, 2003
  • "Olá malta! Tudo bem? Tá-se?" in anúncio Lipton, 2004
  • "Dá-me favas com chouriço." in Cabaré da Coxa, 2004
  • "Se o Rui Veloso é o pai do rock português, eu sou a mãe." in Queima das Fitas do Porto, 2004
  • "O último álbum da Madonna é um cagalhão", em entrevista à Rádio Comercial, 2006
  • "Gostava que não reparassem só no mau (...). De qualquer forma, o meu pior é muito melhor do que o melhor do Tony Carreira.", em entrevista ao jornal Metro, 2006
  • "Adoro favas com chouriço. Quem não gosta?", em entrevista ao jornal Metro, 2006
  • "Quando chego para jantar, estás agarrada ao pito.", claramente ironizando com a sua própria música "Pouco a pouco", onde canta "Quando chego para jantar, quase nem acredito". in Aveiro - Festa de São Gonçalinho, 2007
  • "Uma vez perguntaram-me se eu era um cantor romântico... eu raramente sou um cantor romântico, os cantores românticos tem mau hálito e pila pequena.", in Aveiro - Festa de São Gonçalinho, 2007
  • "Elas comem as favas, nos comemos o chouriço" - na Semana Académica da Universidade do Algarve, 07/05/2007
  • "Não me mandem cuecas para o palco, eu não sou o Tony Carreira" - na Semana Académica da Universidade do Algarve, 07/05/2007
P.S.Queria só deixar um pequeno pedido de desculpas: - "Desculpa lá ó Bruno, se não fiz uma reprodução fiel do teu texto, mas tu sabes que o meu ramo é mais reprodução infiel, salvo seja..." - Qual é a admiração? O Bruno é um fiel leitor deste blog, ou onde é que vocês achavam que ele vai buscar aqueles textos parvos? Aqui não é.

P.P.S. Vou de férias depois de amanhã, e como tal este blog vai-se encontrar inactivo por tempo indeterminado, pelo que podem aproveitar pra reler as parvoíces passadas(se forem ursos e não tiverem mesmo mais nada que fazer). Com certeza durante este curto período de retiro, muitas ocasiões haverão em que se "for bom não é pra mim", e regressarei de baterias recarregadas(de parvoíce claro). Por falar em férias, era pra comprar um daqueles cubos ás cores que se roda as faces e o camandro, pra me entreter na praia, e não é que pediam 15€ por aquela balhana? ? Perguntei se não tinham nada mais em conta e mostraram-me um com as faces brilhantes que custava 9€, mas era apaneleirado de mais pra 9€ pelo que não o trouxe, portanto se algum fã-leitor me quiser oferecer um que solicite a morada para envio do dito cujo, pelo e-mail: cdrusso_1@hotmail.com. Obrigado, e até mais ver!

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Mais um dia daqueles...

Quando é bom nunca é pra mim...Domingo dia 15, dou inicio a mais um serão de estudo para o exame de Economia e Gestão de Projecto(decorei este nome, Gestão de Projecto)que se prolonga madrugada fora. Passa das 6h00(dia 16 portanto), não vale a pena ir-me deitar agora, já que o exame é as 10h e se não saio de casa 2h antes já sei que(quando é bom não é pra mim e) algum desgraçado se vai lembrar de ter um acidente e entupir a saída da A1 e eu vou pela 3ª vez consecutiva chegar tarde ao exame. Até aqui tudo fino, não fosse desta vez o desgraçado a bater com o carro ser eu mesmo..."Isso são coisas que acontecem a todos..." - diz o picolho leitor - realmente o que não falta por aí são carros a derrapar por estradas molhadas pela chuva da manhã...de JULHO!!! JULHO É VERÃO FODA-SE!!! Percorri estradas intermináveis Invernos inteiros assolados por enxurradas, ventos fortes e tempestades, para em JULHO subir o passeio com a roda de lado e mandar abaixo uma pequena estrutura metálica que impediu de me enfaixar eco-ponto a dentro. Os danos materiais não foram muitos, uma pequena fractura no pára-choques e uma roda ao peito, mas os psicológicos não serão fáceis de ultrapassar. Chegou a hora do exame, e deu-se a segunda derrapagem em poucas horas, desta vez o choque foi fatal. Puxem duma folhinha e tirem umas notas, que o momento que se segue é de pura cultura geral. Bom, um dos esquemas mais utilizados no processo de gestão de projecto é a rede Pert, como o nome indica Project Evaluation and Review Technique, ou eu estou a delirar ou é difícil haver algo que tenha mais haver com projecto do que Project Evaluation and Review Technique! Como tal, nos últimos anos, não querendo exagerar, para aí desde o 25 de Abril de 74, que sai no exame um filha-da-puta dum exercício em que se faz uma merda dessas e que vale 5 valores, compreensível... Conclusão, hoje que era eu a fazer exame os filhas-da-puta lembraram-se de não por nada disso. Sub-conclusão: vou chumbar com 5!(os outros 5 estavam nesse exercício) porque aqueles filhos-duma-ganda-puta decidiram inventar! Há coisas que me revoltam, andaram a gastar aviões contra as torres que não fizeram mal a ninguém, e não há um cabrão dum Talibã que se lembre de dispensar, não era preciso um avião muito grande, nem que fosse uma avionete da cura, com meia-dúzia de quilos de dinamite, contra o ISEL??? Ou se em vez de chover água, que pode provocar acidentes de viação, porque é que não chove picaretas em cima dos cornos de certos engenheiros? Bom, se calhar as picaretas eram capazes de aleijar, mas ao menos que chovessem caralhos, uns caralhos-que-os fodam, já agora...