quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A minha primeira vez...

A pedido de várias famílias decidi quebrar com a tendência literária de cariz erótico-órdinário que vinha seguindo nos meus penúltimos posts...como tal o tema que os vos trago é a minha primeira vez...

A primeira vez é sempre no mínimo complicada, sentimo-nos inseguros, embaraçados, adiamo-la o mais possível, porque a primeira vez tem de ser especial. Não podemos simplesmente atirar-nos de cabeça, só por sentir aquela impressãozinha na barriga, só porque deu uma vontade mais forte. Não é uma decissão para se tomar levianamente, há que ser ponderado, há que ter a certeza que ninguém vai dar por isso, que não seremos interrompidos... Uma das coisas que mais preocupa é, nem tanto se vai doer, mas o tempo que vai demorar...e os odores...será que alguém vai sentir o cheiro se entrar lá depois? Quem não passou por estas preocupações, que atire a primeira pedra...

Era uma tarde de verão, já estávamos em Setembro, mas nem por isso fazia menos calor lá fora...e o que eu não daria, por estar lá fora, na praia...na praia talvez não, em casa seria mais apropriado, mas queria o destino que fosse ali naquele sítio, naquele momento...o almoço ainda se mexia de um lado para o outro de um estômago em reboliço, e a moleza característica que de nós se apodera nessas horas, pesava-me nas pálpebras...mas mesmo que pudesse era impossível dormir, preocupações maiores se apoderavam de mim, na zona do baixo ventre...lentamente levantei-me, e caminhei...num passo pausado, como se nada fosse...não queria levantar suspeitas, embora a minha vontade fosse correr pra ela! Não via a hora de lhe poder finalmente tocar...acendi a luz, e abri a porta escura de madeira, não conseguindo evitar o arrepio por saber que faltava tão pouco para parar de conter aquilo que ansiava por libertar...apenas mais uma porta...do outro lado, já ela me esperava-me, vestida apenas com a sua pele branca de porcelana...foi uma visão divina, admirei-a de alto a baixo, podendo desde logo notar o quanto estava molhada, avistando pequenas gotículas que prontamente limpei com um par de folhas...antes de me sentar e explodir de alívio. E assim foi a minha primeira vez...

...podia ter dito só que tava no trabalho e de Repente fui Kagar, mas era uma granda volta...


...e eu tinha prometido que não ia ser ordinário =P

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Dura realidade

No último fim-de-semana marquei presença em mais um festival de tunas, desta feita em Viseu, mas desta vez, porque nem só de parvoíce é feita esta vida, não quero falar das desventuras do fim-de-semana, mas do final deste. Nestes fins de semana de festival, fica sempre a sensação que quando à 6ª feira deixamos Lisboa rumo a qualquer lugar, deixamos também para trás a realidade do dia-a-dia, para entrar num mundo à parte, tal como no domingo à chegada a Lisboa voltamos à dura realidade...

Porém desta vez a realidade apresentou-se mais dura que nunca, uma realidade da qual já não faz parte um amigo...de 4 patas e 13 anos.
Neste momento não consigo perceber o que sinto...sempre pensei que este seria o pior dia da minha vida, e certamente que não está a ser fácil, mas ao mesmo tempo sinto-me aliviado pela forma como aconteceu...

Há mais de um ano que lhe tinham diagnosticado um sopro no coração. Tendo de tomar comprimidos todos os dias já se sabia que a chegada deste dia era uma questão de tempo, e desde aí que me tenho vindo a preparar - se é que é possível preparar tal coisa - embora tivesse menos genica que outrora ainda parecia saudável, pois corria, saltava, e brincava como um cachorro...Foi principalmente quando perdeu a audição que me comecei a mentalizar para o pior...mas o pior nem era isto, mas sim ter de vê-lo a perder faculdades, pois provavelmente seguiria-se a cegueira, ou a perda lenta da locomoção...até ao dia em que o encontrasse sem vida num qualquer sofá da casa. Assim apenas me consigo sentir grato por nem eu nem ele termos de viver momentos assim. Posso lembrar-me para sempre dele igual a si próprio, sempre com vida e com imagens alegres. Ainda não consegui falar com os meus pais sobre o assunto, mas terá morrido de noite, provavelmente aos pés da cama embrulhado no mesmo edredon onde estava 6ºa feira, quando lhe fiz a última festa antes de sair de casa. Naquela altura, lembro-me de pensar, quando a minha mãe me disse que ele não se tinha conseguido levantar de madrugada para ir à rua, que ele estava a piorar e talvez aquela fosse a última vez que o via, tal como já tinha pensado outras vezes, mas esperando estar a ser apenas pessimista mais uma vez. Acho que não teria aguentado sequer olhar se lá estivesse...

Durante muitos anos, a seguir ao toque da campainha da porta seguia-se um ladrar familiar, o som de patas a arranhar a porta e do bater da cauda com toda a força no móvel da entrada e no sofá, tal era a alegria com que ele a abanava. Era um abanar de quem se sentia contente por me ver...um abanar sempre sincero, impossível de ser fingido ou evitado, e que faz do cão o melhor amigo do homem, pois não há outro ser no mundo que mesmo sem falar consiga ser tão verdadeiro nos sentimentos que exprime. Toda esta festa era sempre igual tivesse eu estado fora 15 dias ou tivesse ido beber café ao fundo da rua, e lembro-me do estranho que era entrar em casa nas semanas que ele passava fora, por à hora de voltarmos de uma visita aos meus avós, ele ainda andar a vaguear pela aldeia. Esta semana vai ser mais comprida que qualquer outra...

Podia escrever sobre ele mais 100 posts que ainda assim seriam poucos para me despedir...mesmo que pudesse vê-lo uma vez mais, e voltar a falar-lhe enquanto ele me olhava com olhos de quem diz: "Não sei o que é que tás para aí a dizer mas já percebi que te vais embora! Lava-me contigo!" só lhe queria dizer o que sempre dizia ao sair de casa...

Adeus Toby ;)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Dezembro de luto...

E por fim entramos no último mês do ano, faz frio lá fora, o Natal está à porta e como qualquer comum português, é a altura ideal para dar uma espreitadela às mulheres peladas nas capas das revistas masculinas. E quando se fala em revista masculina, um nome incontornável vem sempre à baila. Não, não falo da saudosa Gina, mas da internacionalmente conhecida Playboy. Ora desde que esta pituresca revista, que na "infância" nos povoava o imaginário - pois tão raras eram as oportunidades de folhear uma - passou a ter uma versão portuguesa, a que os conhecedores do mercado internacional têm torcido o nariz, olhando com olhar crítico e desconfiado para as "artistas" escolhidas para as capas. A coisa começou tremida, com celebridades que nem aqueciam nem arrefeciam, umas melhores que outras é certo, mas chegou-se a dizer que a crise inicial estava ultrapassada com a Cristina Areia na capa de Outubro. Tal não se veio a verificar, em Novembro com a "moranga" Marta Faial, mas ainda assim consegui esboçar um sorriso gozão para a poderosa congénere norte-americana, pois antes uma pita dos morangos que a Marge Simpson...

Ora eles em dezembro tiveram isto:



E nós por cá temos isto:


É um facto, quem ri por último ri melhor, e depois de me ter feito rir tantas e tantas vezes, eis que ver RAP só me dá vontade de chorar...e estou oficialmente de luto!

Neste momento devemos ser alvos de chacota de meio-mundo, já era público que a espécie do macho latino-português estava em extinção, mas agora foi a gota de água... Ninguém me tira da cabeça que isto faz parte de um plano maquiavélico de uma irmandade secreta de bixonas para conquistar o mundo. De há uns anos a esta parte começaram a infiltrar-se no futebol, com fitinhas, penteadinhos, passagens de modelinhos...agora preparam-se para dominar a playboy e qualquer dia é vê-los no governo...Ã?? O primeiro ministro é o quê??

Bem, como dizia o outro, aqui há tempo os homosexuais eram presos ou executados, depois começaram a ser tolerados, aceites como iguais numa sociedade civilizada, mais dia menos dia podem casar-se, e...eu vou mas é emigrar antes que seja obrigatório!

sábado, 7 de novembro de 2009

Paulo Bento Forever

Bom, depois ter ressuscitado o meu post sobre o síndroma da segunda época que afectava o Paulo Bento, eis que dou por mim com pena de o ver sair. É verdade que a equipa não jogava nada, é verdade que assistir a um jogo era algo de doloroso para quem gosta de ver bom futebol, e duplamente doloroso quando o eterno rival benf... nem consigo dizer o nome...está a jogar esse bom futebol...é mais do que este meu pobre coração consegue aguentar.

Então porque raio me custa vê-lo sair? Porque, passo a citar:

"Paulo Bento fica na história do Sporting. Pelo tempo, pelos êxitos desportivos - esquecidos ou menorizados -, mas sobretudo pelo capital humano que ofereceu: é sério, frontal, solidário, honesto, coerente, sólido. São qualidades difíceis de encontrar. Será, de facto, "forever"."*

Quem anda no futebol vive dos resultados, P.B. não ganhou nenhum campeonato, mas eu em 22 anos de sportinguista também só vi o sporting ganhá-lo por duas vezes...mas P.B. ganhou duas taças, uma delas ao Porto, e duas supertaças, ambas ao Porto, que no tempo antes de Bento, o Sporting ganhar taças ao Porto era algo no mínimo improvável. O P.B. pode não ter trazido para o Sporting melhor futebol que o que se praticava no tempo do Peseiro, mas trouxe seguramente uma maior cultura vencedora.

Neste momento só consigo pensar, quanto tempo demorará até que os sportinguistas comecem a proferir "volta Bento, estás perdoado". É que pior do que ver a equipa jogar mal e porcamente, é ver depois um treinador a desculpar-se de qualquer maneira, sem a seriedade, frontalidade e honestidade do Paulo Bento. Não tínhamos o melhor treinador do mundo, mas dúvido que exista por aí outro com melhor carácter, e que admita ao sair, que esteve quatro meses a mais (o tal síndroma) à frente do Sporting, e que seja capaz de ver que a situação chegou onde chegou porque também "Houve uma depressão muito grande devido à pré-temporada do Benfica".

Também já tinha escrito no fórum do Record, que não achava que Bento fosse o problema, mas claramente já se tinha visto que não conseguia ser a solução, e que o Sporting deveria agradecer-lhe (publicamente) por tudo o que fez pelo clube, mas o melhor para ambas as partes seria o fim deste "casamento". Esperava que tal ocorresse após o jogo de amanhã com o Rio Ave, aproveitando a paragem de duas semanas no campeonato para começar o novo ciclo com um novo treinador, e não destabilizar(mais ainda) a equipa antes de um jogo que lhe poderia garantir o apuramento para a fase seguinte da Liga Europa. No entanto mais uma vez P.B surpreendeu-me, sacrificando-se uma última vez pela sua equipa, dizendo que sabia que não conseguia ser a solução que um treinador deve ser nestas alturas, e que a sua decisão estava tomada, fosse qual fosse o resultado, sairia após o jogo de quinta-feira.

Paulo Bento sempre chamou as coisas pelos nomes, disse o que pensava e o que tinha a dizer, se a equipa ganhava o mérito era dos jogadores, se a equipa perdia a culpa era dele...
A pergunta que se coloca aos milhares que exaltam o bom momento que se vive do outro lado da 2ª circular é só a seguinte: "será que J.J. , o treinador do momento, vai dizer o mesmo quando o benf...caraças pa...começar a descambar? - Ah não, que agora ninguém pára o benf*?%&/, o J.J. é forever! "
Pois claro...

Muitos também dizem estão fartos de ouvir falar em ética e valores morais, e que o Sporting passa sempre por otário ao lado dos outros grandes, mas também são os mesmos que se queixam da podridão que existe na política nacional, e que são governados por aldrabões. Eu já que continuo por cá com esta canalha à frente do meu país, e como já de qualquer maneira quando é bom nunca é para mim, prefiro que pelo menos à frente do meu clube tenha gente séria - o que é que querem? Há malucos para tudo...

* - excerto gentilmente cedido(ou copiado e colado aqui) da edição on-line do jornal O Jogo.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Há escritos que são intemporais...

Só nunca pensei que se aplicasse a algo escrito por mim...

Quando é bom nunca é pra mim!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Cavaleiro Desandante Esmiuça os Sufrágios

Ainda que embora contudo, todavia, não obstante eu entretanto não tinha dito nada ou coisa nenhuma, este post já vai com 18 palavras e poderia facilmente ser incluído, inserido ou constituir parte integrante de um discurso político-partidário. Claro que fazer um discurso não se prende só com arranjar pelo menos 2 ou 3 sinónimos para cada termo, palavra ou expressão, exige também um grande, um enorme, um esforço extra, para arranjar, reunir, obter, algo ou alguma coisa com que atacar, provocar, ou criticar os demais candidatos, adversários ou opositores.

E isto é o que o "grande" político faz durante meia dúzia de meses de 4 em 4 anos, e tem a vidinha feita. Convenhamos que não é fácil adquirir tão elouquente habilidade de nada dizer, mas em 3 anos e 6 meses deve dar tempo para se apontar uma série razoável de sinónimos caros, embora, e no caso do indivíduo ser destro, tal obrigue ao procedimento de coçar a genitália com a mão canhota... Ora neste momento acho que não me consigo lembrar de ninguém que goste mais de não fazer nenhum do que eu, pelo que me considero o candidato ideal ao emprego de 1º Ministro deste país. Calma, emprego não, que como disse, e bem, o "sr. Eng.º" José Sócrates, ou Sócratas ou Sócrates, whatever, no programa televisivo inspirado no título deste post...cof, cof - "Isto não é um emprego" - pois não, eu ousaria até completar a afirmação do sr. 1º Ministro da seguinte forma: "Isto não é um emprego, é um tacho!"

Ora como eu sou uma pessoa que se interessa pela política nacional, quase tanto como me interesso pela indústria de curtumes norueguesa decidi fazer um daqueles testes para descobrir em quem votar nas próximas eleições. Das vezes que votei, que foram muitas, ou não, não votei em partidos ou ideologias políticas mas nas pessoas que estavam à frente de cada campanha, pela confiança que transmitem ou não...só que desta vez, talvez pelo trabalho apresentado pelo governo dos dois únicos partidos que por cá ganham eleições nunca ter convencido, e os cabeças de lista ainda menos vontade dão de votar neles, teria que optar por um dos mais pequenos. E foi nesse sentido que fui fazer o teste, pensando eu, que assim podia fazer do meu voto um voto útil e votar em consciência. E pronto calhou-me o MMS e passou-me a ideia de que cheguei a pensar que esse teste era realmente uma ferramente útil à sociedade. E não, MMS não tem nada a ver com Multimedia Messaging Service nem tão pouco com Modelos Maníacas por Sexo, diz que é mesmo um partido. Acho que vou votar no Ricardo Araújo Pereira, já que vamos ser governados por um palhaço pago a peso de ouro, ao menos que fosse alguém com piada.

P.S. - O objectivo deste post não é de todo ofender nem ferir susceptibilidades pelo que quero deixar bem explícito que não estou a chamar palhaço ao R.A.P.

P.S.2 - Também não era minha intenção enxovalhar o MMS, estando inclusivé receptivo a propostas do MMS caso estejam à procura de alguém para o cargo de Secretário Geral, salientando que até hoje não conheci ninguém que goste tanto não fazer nenhum com eu, e se se pretendem introduzir na luta com os grandes partidos, há que em primeiro lugar arranjar as mesmas armas.

P.S.3 - Quanto aos restantes passíveis de se ofenderem, se a carapuça servir...

P.S.4 - "Eu não sou a Manuela Moura Guedes, e este não é o jornal nacional!" Portanto faz favor de não me cancelarem o programa, que programar é o meu ganha pão.

P.S.5 Dou por encerrada a parvoíce. Bom fim-de-semana e que Jesus vos acompanhe(tal como tem acompanhado o Benfica).

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

É preciso é que haja saúdinha

Ora viva cambada, então essas férias?

As minhas, tal como da maioria dos portugueses foram curtas, mas antes de começar a dizer mal das minhas férias, vou dizer mal dos últimos dias de aulas....

Ora parece que houve para aí um feriado em junho e eu fui até à praia, ora como quando é bom nunca é pra mim, no dia a seguir tava com uma inflamação no ouvido direito. Enfim, passei a tarde a ganir com dores até que me dignei a ir à farmácia buscar qualquer coisinha prás dores, meti-me na cama e coisa lá acalmou. Acalmou o direito, começou-me a doer o esquerdo. Resumindo, já não ouvia nada de jeito nem dum nem doutro, e fui ao médico. Ora como o serviço de saúde neste rectângulo à beira mar plantado anda, como nós sabemos, pela hora da morte, resolvi fazer uso do seguro de saúde e ir ao privado. E realmente o atendimento não tem nada a ver, é muito mais rápido, passados 10 minutos tava no consultório, e passados 15 já cá tava fora...como diz o outro nem auscultam um gajo nem nada e dá cá 30€...e ainda ficas uma semana a antibiótico! Eh pá, custou-me a dar 30€ por 5 minutos de "trabalho" duma médica - que se não era ucraniana era de pensar em fazer terapia da fala - mas o antibiótico já é gozarem com uma pessoa! Quer dizer, uma semana de verão sem poder beber uma mini...não morro da doença morro da cura...

Mas como diz a minha mãezinha com a saúde não se brinca, pelo que depois de acabar o antibiótico e ter ficado na mesma, fui a uma médica a sério, ao centro de saúde...realmente quando um pobre tenta fazer vida de rico só acaba por ficar mais pobre(30€ e meia grade de minis mais pobre :s), e parece que ainda não inventaram nada melhor que a médica de família...

Bem, até aqui nada de novo, que quando é bom nunca é pra mim já se sabe, mas mais uma vez era escusado de ser mau e ser pra mim. Ora a semana de antibiótico correspondeu à última semana de aulas e como tal, para além de andar surdo, ainda tive a sorte de ter uma apresentação dum trabalho para fazer pra toda a turma, e não é que não tenha sido giro tentar projectar a voz pra toda a gente na sala me ouvir, sem eu me conseguir ouvir a mim próprio, mas não tentem isto em casa, que há sempre um vizinho que acaba por chamar a guarda.
Ora depois dum esforço destes o que sabe mesmo bem é uma mini fresquinha, ou então ir fazer uma frequência, que foi o que eu fui fazer - tava a antibiótico não podia beber minis.

A frequência que não se pode dizer que tenha corrido mal, mas agora a avaliar pelo 6,8 que tive, posso dizer que mais valia ter ido beber a mini...pronto, o dia lá terminou e regressei a casa em busca do merecido descanso...só que, claro, quando é bom nunca é pra mim e indo eu distraído a dizer mal da minha sorte, já ía lançado a mais de 88 km/h quando uns simpáticos(*) agentes da autoridade se lembraram de me tirar uma foto.

- "Boa noite sr. condutor, posso-lhe já dizer que foi fotografado em excesso de velocidade ali à saída da ponte. Carta de condução, documentos da viatura, e pode ir baixando as calcinhas pra levar com ele. Tem o direito de permanecer em silêncio e usar vaselina, se não tiver um tubo será-lhe destacado um barato. Quaisquer gemidos proferidos durante o acto poderão e serão usados contra si pelo penetrador anal."

Ora bandidos que andam a 89 km/h ao descer uma ponte(fora duma localidade), as 22h30 da noite de uma 3ª feira, são um perigo para a segurança pública e têm mais é que ser multados! E como quando é bom nunca é pra mim, foram só 120 € (poucaxinho)...
Já dizia a minha avó: Antes rico e com saúde do que pobre e doente.
Ora se eu já tava doente e pobre, passei a moribundo e miserável, que nem 100 euritos tinha na conta...
O que vale é que quando é bom nunca é pra mim, e como não tinha dinheiro pra pagar ficaram-me com a carta...já tinha dito que quando é bom nunca é pra mim?

- "Sr. Cavaleiro Desandante tá aqui a guia de substituição, e a referência pra pagar no multibanco. A guia é válida até 16 de Dezembro."
- "Porreiro, é mesmo no dia que faço anos, pode ser que me dêm dinheiro pra pagar a multa!"

Enfim, estes guardas de agora já não têm sentido de humor nenhum...

Lá me montei então no meu alasão negro, pronto pra voltar a casa, dizer mais mal da minha sorte, e pensar na maneira mais suave de dizer ao velho que tinha uma multa de 120€ para pagar e nenhum fundo de maneio...quando reparo numa matrícula conhecida, entre o emaranhado de carros prestes a serem multados. Após um rápido reconhecimento facial, o suspeito era precisamente o meu pai...e assim se deitam fora 240€ do já de si mixuruca orçamento dum agregado familiar.

Enfim, não vai um gajo às putas para depois andar a dar dinheiro aos filhos delas...

(*) - simpáticos ou filhos da puta, já não me recordo bem...