sexta-feira, 11 de novembro de 2011

11/11/11 11:11:11


Depois de de ter passado

01/01/01 às 01:01:01, 02/02/02 às 02:02:02, 03/01/01 às 03:03:03, 04/04/04 às 04:04:04, 05/05/05 às 05:05:05, 06/06/06 às 06:06:06, 07/07/07 às 07:07:07, 08/08/08 às 08:08:08,
09/09/09 às 09:09:09, e 10/10/10 às 10:10:10, entre outras, alguém finalmente se lembrou que dia 11/11/11 11:11:11 era uma data mesmo à maneira para se inventar teorias de conspiração, do apocalipse, ou do ****lho-a-7.

E eu também tenho algumas teorias sobre quem inventou isto:

1) Foi empalitado recentemente e o nº 11 subiu-lhe à cabeça (literalmente)
2) Afinal só tenho mesmo essa teoria, não me tou a lembrar de mais nada...
3) A não ser que seja por causa de passado mais de um ano desde a última vez, eu tenha voltado a escrever neste energúmeno espaço, o que constitui realmente uma catástrofe blogosférica.

Contudo esta data mística lembra-me também a mim algo, que é concretamente a data que simboliza, ou seja, o dia de S.Martinho.

Reza a Wikipédia que...por falar em reza, sabem qual é a diferença entre o Papa e um Mercedes? É que o Papa reza, e o Mercedez-Benz... e era isto, obrigado e bom dia!
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Queriam mais era? Pronto, então...
Agora a sério, reza a lenda que um soldado Romano, de seu nome Martinho ía a atravessar os Alpes (os Alpes? Um gajo tira com cada merda da Wikipédia, nunca me contaram isto nos Alpes...). Lá no alto fazia muito frio e vento (não seria na Guarda, ou em Bragança??) e apareceu-lhe, então, um mendigo quase nú pedindo-lhe esmola (pois, eu vi logo que não podia ser em França, a pedir esmola foi cá de certeza). Martinho, que nada tinha para lhe dar, puxou da espada e com um golpe rasgou a sua capa, oferecendo metade ao mendigo para ele se cobrir (rasgou a capa? Queres ver que o Martinho também andava na Tuna?). Mais adiante, surge outro mendigo, a quem Martinho oferece a outra metade da capa, prosseguindo a sua viagem (Dois Mendigos? Mau, vamos a ver e afinal foi na linha verde do metro de Lisboa...) Mas, conta a lenda (mas afinal a lenda conta, ou a lenda reza, em que é que ficamos?) que imediatamente o frio cessou, dando lugar a um lindo dia de Verão. Deus recompensara assim Martinho por ele ter sido tão piedoso, partilhando a capa que tinha para se agasalhar. E para que jamais se apagasse da memória dos homens este acto de bondade, Deus suspende, nesta altura do ano, durante três dias o tempo frio, para que sorriam o céu e a terra com a benção dum sol radioso - É o Verão de São Martinho.

E foi mais ou menos história que todos fomos brindados na infância, e nos traz à memória belas recordações. A mim o que mais me lembra o S.Martinho é...pois claro, a Jeropiga! Isso sim foi um raio de sol, um néctar que Deus nos deu para que os homens nunca se esqueçam de empurrar as castanhas ao ficarem embuchados.

Fiquem portanto com a receita, que acredito piamente ter chegado a constar da 1ª página da Biblía, mas Deus nosso senhor deve tê-la arrancado para apontar as tarefas que tinha para os 7 dias a seguir.

Ingredientes

15 Lts de vinho mosto
5 Lts de aguardente bagaceira com 21º
Barril de madeira de castanho de 20 Litros

Preparação/Confecção

Depois de pisadas as uvas, bem maduras, (brancas para fazer jeropiga branca ou pretas para fazer jeropiga tinta) tiram-se do balseiro de madeira ou do tanque de cimento 15 litros de mosto, no dia seguinte às uvas serem esmagadas.
Coloca-se este mosto no barril de madeira, previamente demolhado,lavado e escorrido (deve estar bem seco), tendo-se o cuidado de deixar já a torneira de madeira colocada.
De seguida adiciona-se a aguardente.
Coloca-se a rolha, devendo o barril ficar hermeticamente fechado, utilizando-se sebo ou cera derretida, para que fique completamente vedado e não se verifique a fermentação do mosto.
Deixa-se assim durante um período de 3 a 4 meses. Findo este tempo a jeropiga está pronta a ser consumida.

Posto isto, fica no ar a questão, como é que o Boquinhas, a mais famosa tasca da cidade de Viseu e talvez do país, consegue ter Jeropiga, da boa, durante todo o ano? Mistério...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Questionário de Proust

Parece que tá na moda o questionário de Proust, então à falta de melhores coisas parvas p'ra escrever cá fica para um melhor conhecimento da minha pessoa...ou não.

# Qual é a sua maior qualidade? Sentido de humor a responder a questionários

# E o seu maior defeito?
Preguiça

# A coisa mais importante em um homem?
A pele dos c*lh@es (se não tinha que os segurar com as mãos e era o c*r*lh*...)

# E em uma mulher?
Mamas grandes, tou a gozar...também é importante ser ninfomaníaca :p

# O que você mais aprecia nos seus amigos?
Que me paguem copos

# Sua atividade favorita é…
Sexo, copos e futebol...mas não ao mesmo tempo

# Qual é a sua idéia de felicidade?
Acordar ao meio dia, jogar à bola com os amigos, duche seguido de massagem(com rodízio de holandesas), jantar & copos (enquanto se vê o de futebol), sexo, dormir & Repeat.

# E o que seria a maior das tragédias?
Proibirem o futebol, cessar a venda de bebidas alcoólicas e o sexo começar a pagar imposto

# Quem você gostaria de ser, se não fosse você mesmo?
Hugh Hefner :p

# E onde gostaria de viver?
Na Casa da Moeda :p

# Qual sua cor favorita?
Cor de burro quando foge

# Sua flor?
Absinto

# Um pássaro?
Frango de churrasco

# Seus autores preferidos?
Pipi (autor da consagrada obra "O meu Pipi")

# E os poetas de que mais gosta?
Dos poetas de porta de casa-de-banho

# Quem são seus heróis de ficção?
Hank Moddy (Californication)

# E as heroínas?
Lara Croft (ai aquela trança...)

# Seu compositor favorito é…
Jaimão

# E os artistas que você mais curte?
EAISEL (what else?)

# Quem são suas heroínas na vida real?
Cicciolina

# E quem são seus heróis?
Cristiano Ronaldo (não é por jogar bem à bola, mas pk fez um manguito aos adeptos do benfica em pleno estádio da luz...é de homem!)

# Qual é sua palavra favorita?
Spooooooooooooorting!

# O que você mais detesta?
O som do despertador

# Quais são os personagens históricos que você mais despreza?
Hitler e João Moutinho

# Quais os dons da Natureza que você gostaria de possuir?
O dom de não ter de ir mijar cada vez que bebo uma mini...a certa altura torna-se desconfortável.

# Como você gostaria de morrer?
Ataque cardíaco a festejar o golo do Postiga que dá a vitória ao Sporting na final da Liga dos Campeões...mas provavelmente vão descobrir o elixir da vida eterna antes disso acontecer...

# Agora, já, como você está se sentindo?
Farto de trabalhar hoje...

# Que defeito é mais fácil perdoar?
Benfiquismo, porque no fundo todos nascem benfiquistas, mas apenas alguns têm a capacidade de evoluir :p

# Qual é o lema da sua vida?
Quando é bom nunca é pra mim!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Dicas para contornar o aumento do IVA - Pequeno Almoço

Prevê-se que o aumento do IVA tenha um impacto significativo nos hábitos alimentares dos portugueses, pelo que decidi começar a dar aos meus queridos leitores algumas dicas para sobreviverem nos próximos tempos que se auguram difíceis.

Com os leites não correntes - os achocolatados e os que são enriquecidos ou vitaminados, como os que são vendidos com mais cálcio - e as bebidas e sobremesas lácteas a pagarem 23% o melhor mesmo é deixarem-se disso, e já que o vinho continua a 13% o melhor é começarem a fazer um pequeno almoço à antiga portuguesa com umas sopinhas de cavalo cansado. Fica a receita:

Sopas de cavalo cansado

Ingredientes:

Vinho verde tinto
Mel
1 gema de ovo
Pedaços de pão

Preparação:

Numa tigela, coloque o vinho. De seguida, acrescente o mel e a gema de ovo. Misture tudo muito bem. Por fim, coloque pão esfarelado [aconselha-se broa de milho].

Observações:
Esta receita faz mal à tensão, aos diabetes principalmente, e ao colesterol. Mas não tem mal que quando morrerem vão de costas.

Pequeno almoço já têm, num próximo post darei sugestões para o almoço...se bem que depois de uma tijela de vinhaça ao pequeno almoço o que sabe bem é bater uma sorna, e corpo deitado aguenta muita fome...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

AllGarve 2010 Summer Expressions

Depois de uma busca exaustiva e praticamente ter entrado em depressão devido à falta de verbas para alugar um tecto para sob o qual pernoitar durante uma semanita de merecidas férias, lá tive de me sujeitar ao algarve. A minha vontade de ir para o algarve em agosto é apenas comparável à do acto de introduzir todo um pé numa colossal poia até cobrir o tornozêlo(vulgo, cagar um pé todo), mas a crise assim o obriga...e apesar de muitos "proprietários" pensarem que o algarve é o novo Dubai, ainda é por lá que se consegue encontrar alguma coisa(c/pixinol) quase em conta.
Tive de me conformar, e como tal tratei imediatamente de actualizar o meu vocabulário anglo-saxónico, e elaborei uma listinha de expressões em inglês que dá sempre jeito saber dizer, pois todos sabemos que tuga no algarve é mais descriminado que ponto final em festa de asteriscos.

I AM LOOKING THE THING BAD STOPPED: Estou a ver a coisa mal parada

I DO NOT SEE THE POINT OF A HORN: Não vejo a ponta de um corno

LOWER THE STONE: Arrear o calhau

CHANGE THE WATER TO THE OLIVES: Mudar a água ás azeitonas

THAT STAYS IN JUDAS'S ASS: Isso fica no cú de Judas

IF YOU DON'T DOOR'S WELL, YOU ARE HERE, YOU ARE EATING THEM: Se não te portas bem, estás aqui, estás a comê-las

PUT YOURSELF IN THE EYE OF THE STREET: Põe-te no olho da rua

I'LL MAKE YOU INTO A EIGHT: Fazer-te num oito

PUT YOURSELF AT STICK: Põe-te a pau

UNSTOP ME THE STORE: Desampara-me a loja

PUT YOURSELF AT MILES: Põe-te a milhas

EASE THE GUTS: Aliviar as tripas

PUT YOURSELF IN THE "LITTLE FEMALE GARLICK": Põe-te na alheta

WALKING AT THE SPIDERS: Andar ás aranhas

WATCH PASSING SHIPS: Ver passar navios

GIVE IN THE VIEWS: Dar nas vistas

SON OF THE MOTHER: Filho da mãe

DAY OF SAINT NEVER IN THE AFTERNOON: Dia de S. Nunca à Tarde

YOU'LL CATCH IN THE NOOSE: Vais apanhar no nariz

BAD, BAD MARY: Mau, mau Maria

AS GOOD AS CORN: Boa como o milho

GO COMB MONKEYS: Vai pentear macacos

YOU ARE NOT A MAN, YOU ARE NOTHING: Não és um homem, não és nada

I'D JUMP INTO HER SPINE: Saltava-lhe para a espinha

EVEN THE TOMATOES FELL INTO THE GROUND: Até me cairam os tomates ao chão

FACE OF ASS: Cara de cú

I AM DONE TO THE STEAK: Estou feito ao bife

I AM SAND-PAPERED: Estou lixado

SMART AS A GARLICK: Esperto como um alho

THROW A MOUTH: Mandar uma boca

GROW WATER IN THE MOUTH: Crescer água na boca

DEDICATE YOURSELF TO FISHING: Dedica-te à pesca

TO BE IN THE JAM: Estar na marmelada

PUT YOURSELF WALKING: Põe-te a andar

EYES OF LAMB BAD DEAD: Olhos de carneiro mal morto

CRACK THE PEACH TREE: Esgalhar o pessegueiro

A GIRL ALL PEALED: Uma miúda toda descascada

SWITCH-PAINTS: Troca-tintas

I'M IN THE PAINTS: Estou-me nas tintas

SPREAD-ASHES: Espalha-brasas

PASS BY THE ASHES: Passar pelas brasas

TAKE WATER IN THE BEAK: Levar água no bico

THERE'S THINGS OF THE ARCH OF THE OLD WOMAN: Há coisas do arco da velha

IT NEEDS TO HAVE CAN: É preciso ter lata

TALK CHEAP: Fala-barato

THERE IS WHO HAS CAN FOR ALL: Há quem tenha lata para tudo

YOU ARE ARMING AT FACESTICK OF RACE: Estás armado em carrapau de corrida

UNTIL THE EYE: Até à vista.

WHEN IS GOOD NEVER IS TO ME: Quando é bom, nunca é pra mim!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Linguagem Empresarial

A pedido de várias famílias, e porque também já andava com saudades de fazer um post, à falta de melhor assunto aqui fica mais uma laracha retirada do baú deprimente que é a minha caixa de e-mail...

O texto que se segue foi retirado de uma circular de uma empresa sediada no Porto.

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Caros colegas, por deliberação da administração deverão a partir hoje adaptar a vossa linguagem em conformidade com o meio empresarial, por forma a melhorar o ambiente inter-pessoal na nossa empresa. Para tal sugere-se que comecem por aplicar as seguintes normas, substituindo a expressão da linha de cima pela expressão da linha de baixo:

Expressão(E): Nem que tu te fodas!
Substituição(S): Não tenho a certeza se vai ser possível!

E: Puta que o pariu! Puta que o pariu!
S:Lisboa – A sério? É incrível, diria mesmo impressionante!

E: 'tou-me a cagar, é a andar!
S: Claro que isso não me preocupa!

E: Mas que caralho é que eu tenho a ver com essa merda?
S: Eu não estava incluído nesse projecto!

E: Foda-se!
S: Interessante, hein?

E: Não vai dar nem que me foda todo!
S: Seria difícil concretizar a tarefa no tempo estipulado!

E: Puta da merda! Não há nenhum caralho que me responda?!
S: Precisamos de melhorar a comunicação.

E: Cala-te, caralho!
S: Não está familiarizado com o problema!

E: Vai para a puta que te pariu, seu paneleiro!
S: Desculpe.

E: Fode-te pr'aí sozinho!
S: Acho que não posso ajudar.

E: Foste ao cú de quem?
S: Finalmente reconheceram a tua competência!

E: Vou dar nos cornos de quem mexer nesta merda!
S: É necessário um treino para o pessoal antes de ligar a máquina!

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terça-feira, 2 de março de 2010

Road Trip a Viseu

Olá cambada, cá estou eu de novo para vos falar de mais uma road-trip tunística, desta feita à senhora da beira, não, não é à senhora senhora, é à Senhora da Beira cidade de Viseu. E o que é que teve esta viagem de catita para contar para além dos efeitos nocivos da sublimemente gostosa geropiga que servem na "Faculdade" Bóquinhas? Pouca coisa...mas nesta viagem damos constantemente de caras com placas que apontam saídas para terras de nomes pitorescos que me lembram sempre um tema musical desse Grande(grande que ele ainda pesa umas arrobas) Artista de nome Jaimão e que conta a história nunca dantes contada desse enorme vulto da nossa história...Picareto Kid

História de Pikareto Kid

Pikareto Kid o pistoleiro mais fodido de Mortágua, entra no café e grita bem alto para todos os presentes: se não tiver aqui o meu cavalo dentro de 10segundos, vai acontecer o que aconteceu em Santa Comba Dão há 10 anos atrás!!!

Toda a gente cheia de medo e toda a gente olhava para Pikareto Kid, que saca da sua 9 milímetros com um cano do tamanho da sua piroca e volta a gritar: se não aparecer aqui o meu cavalo dentro de 10 segundos, vai acontecer o que aconteceu em Santa Comba Dão há 10 anos atrás!!!

Toda a gente cheia de medo e alguns diziam: Pikareto Kid tem calma...

Mas ele mais nervoso ainda, gritava mais alto: e se não aparecer aqui o meu cavalo dentro de 10 segundos, vai acontecer o que aconteceu em Santa Comba Dão há 10 anos, caralho!

E toda a gente cheia de medo, até que alguém aparece com o cavalo de Pikareto Kid, todo escovadinho e a reluzir.

E pergunta a povoação: Pikareto Kid afinal o que aconteceu em Santa Comba Dão há 10 anos atrás???

E Pikareto Kid responde: Foda-se, tive que ir a pé p'ra Mortágua caralho!

E ai vai Pikareto Kid, monta no seu cavalo, e ai vai ele para casa. Entretanto a vida corria mal, e o que faz Pikareto Kid??? Resolve imigrar para Marrocos, começa a fumar drogas, começa a dar no tintol com fartura. Voltando para Portugal, trás a mala carregadinha de sementes, quando é apanhado na alfândega, que trazia ele na mala???

Sementes de cona!

"ficai com a letra"

Olha a bela conita, vamos embora, e as mais apertadinhas são mais caras, mas as largas estão em promoção.

Eu plantei esta semente no fundo do meu quintal
Foram crescendo coninhas
E formou-se um conal
Pois eu ganho o meu dinheiro
Coneando o dia inteiro
E eu ofereço ao pessoal

Olha a cona, coninha, conão
Quem tem dinheiro leve
Quem não tem bate à mão
Olha a cona, coninha, conão
Quem tem dinheiro leve
Quem não tem vai a mão

Eu cuido muito delas
Porque é o meu ganha pão
Por isso não mete o dedo
Por favor não ponha a mão
Meu amigo isso não são mamas
Não me aperte essas conas
Que elas ficam com tesão

Olha a cona, coninha, conão
Quem tem dinheiro leva
Quem não tem vai a mão
Olha a cona, coninha, conão
Quem tem dinheiro leva
Quem não tem vai a mão

Uma ali pro cavalheiro
Outra ali po senhorão
Uma ali pro punheteiro
Toma o troco meu irmão
Isto aqui e coisa rara
As apertadas são mais caras
As largas estão em promoção

Olha a cona, coninha, conão
Quem tem dinheiro leva
Quem não tem vai a mão
Olha a cona, coninha, conão
Quem tem dinheiro leva
Quem não tem vai a mão

A melhor coisa é cona
Isso não tem discussão
Tá provado que a punheta
É somente uma ilusão
Quando te tás a vir
Pensas que tás a foder
Mas tás com o caralho na mão

Olha a cona, coninha, conão
Quem tem dinheiro leva
Quem não tem vai a mão
Olha a cona, coninha, conão
Quem tem dinheiro leva
Quem não tem vai a mão

"e já agora com o vídeo"




P.S. Por falar no Bóquinhas, se por acaso lá forem e souberem de antemão que quando é bom nunca é pra vocês, não se ponham a dizer mal das guias do último festival em Viseu numa mesa com desconhecidas, não vá uma das desconhecidas ser uma dessas guias... É que eu fiz isso e...pronto quando é bom nunca é pra mim...lol

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Mega Manhãs

O post de hoje é, como há muita não acontecia neste espaço, uma montra da mais pura parvoíce sem qualquer ligação temática lógica ou ilógica...

Para quem não sabe, o que tirando quem vem comigo no carro de manhã acho que é mais ou menos toda a humanidade, eu costumo ouvir a Mega FM e como tal o programa Mega Manhãs. E o que é que as Mega Manhãs têm de especial que outros programas não têm? Nada. Mas já tiveram, que era o Jogo da Mula. Mas o Jogo da Mula é assim tão engraçado? Não, mas com o sono que eu venho de manhã qualquer coisa chega pra me entreter.
Resumindo e baralhando, no Jogo da Mula alguém liga pra lá e faz de conta que tá a entrar num estábulo com uma série de portas atrás das quais está dinheiro, que o concorrente vai ganhando, até decidir parar ou encontrar a Mula. Se encontrar a Mula ainda pode ganhar o dinheiro que acumulou, mas tem de responder a uma pergunta sobre algo que o Marcelo Rebelo de Sousa nunca leu...que é o mesmo que já ter perdido o dinheiro. E isto cria todo um ambiente de suspense que sabe bem antes do pequeno almoço. Isto para dizer o quê? Que em 2010 nunca mais houve Jogo da Mula, mas agora os ouvintes ligam pra lá com teorias parvas sobre o paradeiro da dita Mula.
Ora como quando é bom nunca é para mim, não arrisco ligar enquanto conduzo, não vá a mula que conduz à minha frente dar-me um coice no pára-choques da frente, ou uma mula de farda passar-me uma multa, mas...também tenho a minha teoria e vou partilhá-la com vocês...não é que mereçam...

Após uma fatídica investigação, tenho por fonte segura que a Mula se encontra numa qualquer gruta do Afeganistão a jogar à bisca dos 3 com o Bin Laden e a Maddie. No entanto ao que parece o ambiente está de cortar à faca após algumas discussões e relinches mais elevados. Tudo começou porque a Mula preferia jogar ao burro em pé, mas a coisa azedou mesmo foi quando o Bin não assistiu a espadas na última jogada. Assitindo a tudo isto impávida e serena, Maddie limitou-se a dizer que tinha xixi.

A redacção deste blog, obteu ainda um disco de vinil, com a gravação das escutas telefónicas do telemóvel José Eduardo Bettencourt, em que este afirma claramente ter ido até à porta 7, onde ganhou 9,5 milhões de euros. O que explica também a origem do dinheiro para as contratações do Sporting no mercado de inverno.

Para não levantar suspeitas foi o próprio presidente que enviou a Mula para o Afeganistão pedindo apenas em troca um bombista suicida, por forma a rebentar com o antro de infiéis em frente ao Colombo. Ao que conseguimos apurar, este bombista revelou-se mais uma contratação falhada do clube leonino, pois o mesmo era funcionário público antes de enveredar pelo terrorismo e está de baixa há 3 semanas, prevendo o departamento médico que assim continue até final da época.

Pinto da Costa já veio a público dizer que está disponível para colaborar com o SCP nessa missão, estando diposto a dispensar algumas das verbas destinadas aos árbitros, para desviar um ou dois aviões do Red Bull Air Race para a segunda a circular. Vamos aguardar por mais desenvolvimentos.

E passando já para a recuperação da antiga rábula de tesourinhos deprimentes da minha caixa de e-mail, passo a transcrever um piqueno texto daquilo que nos aguarda...


O nosso futuro vai ser assim!! Cruzamento de dados em 2019!!



Para quem vai aderir ao cartão único:

Assim vai ser o nosso futuro!!!

- Telefonista: Pizza Hut, boa noite!

- Cliente: Boa noite, quero encomendar Pizzas...

- Telefonista: Pode-me dar o seu NIN?

- Cliente: Sim, o meu Número de Identificação Nacional é o 6102 1993 8456 5463 2107.

- Telefonista: Obrigada, Sr. Lacerda. O seu endereço é na Avenida Paes de Barros, 19, Apartamento 11, e o número do seu telefone é o 21549 4236, certo?
O telefone do seu escritório na Liberty Seguros, é o 21 574 52 30 e o seu telemóvel é o 96 266 25 66, correcto?

- Cliente: Como é que conseguiu todas essas informações?

- Telefonista: Porque estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.

- Cliente: Ah, sim, é verdade! Quero encomendar duas Pizzas: uma Quatro Queijos e outra Calabresa...

- Telefonista: Talvez não seja boa ideia...

- Cliente: O quê...?

- Telefonista: Consta na sua ficha médica que o senhor sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol muito alta. Além disso, o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a saúde.

- Cliente: Claro! Tem razão! O que é que sugere?

- Telefonista: Por que é que não experimenta a nossa Pizza Superlight, com Tofu e Rabanetes? O senhor vai adorar!

- Cliente: Como é que sabe que vou adorar?

- Telefonista: O senhor consultou a página 'Receitas Gulosas com Soja' da
Biblioteca Municipal, no dia 15 de Janeiro, às 14:27 e permaneceu
ligado à rede durante 39 minutos. Daí a minha sugestão...

- Cliente: Ok, está bem! Mande-me então duas Pizzas tamanho familiar!

- Telefonista: É a escolha certa para o senhor, a sua esposa e os vossos quatro filhos, pode ter a certeza.

- Cliente: Quanto é?

- Telefonista: São 49,99.

- Cliente: Quer o número do meu Cartão de Crédito?

- Telefonista: Lamento, mas o senhor vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu Cartão de Crédito foi ultrapassado.

- Cliente: Tudo bem. Posso ir ao Multibanco levantar dinheiro antes que chegue a Pizza.

- Telefonista: Duvido que consiga. A sua Conta de Depósito à Ordem está com o saldo negativo.

- Cliente: Meta-se na sua vida! Mande-me as Pizzas que eu arranjo o
dinheiro. Quando é que entregam?

- Telefonista: Estamos um pouco atrasados. Serão entregues em 45 minutos.
Se estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar duas Pizzas na moto, não é lá muito aconselhável. Além de ser perigoso...

- Cliente: Mas que história é essa? Como é que sabe que eu vou de moto?

- Telefonista: Peço desculpa, mas reparei aqui que não pagou as últimas prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga e então, pensei que fosse utilizá-la.

- Cliente: Aiiiiiiiiiiiiiii.......!!!!!!!!!

- Telefonista: Gostaria de pedir-lhe para não ser mal educado... Não se esqueça de que já foi condenado em Julho de 2006 por desacato em público a um Agente da Autoridade

- Cliente: (Silêncio).

- Telefonista: Mais alguma coisa?

- Cliente: Não. É só isso... Não. Espere... Não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção.

- Telefonista: O regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo 095423/12, proíbe a venda de bebidas com açúcar a pessoas diabéticas...

- Cliente: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou atirar-me pela janela!!!!!

- Telefonista: E torcer um pé? O senhor mora no rés-do-chão...!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A minha primeira vez...

A pedido de várias famílias decidi quebrar com a tendência literária de cariz erótico-órdinário que vinha seguindo nos meus penúltimos posts...como tal o tema que os vos trago é a minha primeira vez...

A primeira vez é sempre no mínimo complicada, sentimo-nos inseguros, embaraçados, adiamo-la o mais possível, porque a primeira vez tem de ser especial. Não podemos simplesmente atirar-nos de cabeça, só por sentir aquela impressãozinha na barriga, só porque deu uma vontade mais forte. Não é uma decissão para se tomar levianamente, há que ser ponderado, há que ter a certeza que ninguém vai dar por isso, que não seremos interrompidos... Uma das coisas que mais preocupa é, nem tanto se vai doer, mas o tempo que vai demorar...e os odores...será que alguém vai sentir o cheiro se entrar lá depois? Quem não passou por estas preocupações, que atire a primeira pedra...

Era uma tarde de verão, já estávamos em Setembro, mas nem por isso fazia menos calor lá fora...e o que eu não daria, por estar lá fora, na praia...na praia talvez não, em casa seria mais apropriado, mas queria o destino que fosse ali naquele sítio, naquele momento...o almoço ainda se mexia de um lado para o outro de um estômago em reboliço, e a moleza característica que de nós se apodera nessas horas, pesava-me nas pálpebras...mas mesmo que pudesse era impossível dormir, preocupações maiores se apoderavam de mim, na zona do baixo ventre...lentamente levantei-me, e caminhei...num passo pausado, como se nada fosse...não queria levantar suspeitas, embora a minha vontade fosse correr pra ela! Não via a hora de lhe poder finalmente tocar...acendi a luz, e abri a porta escura de madeira, não conseguindo evitar o arrepio por saber que faltava tão pouco para parar de conter aquilo que ansiava por libertar...apenas mais uma porta...do outro lado, já ela me esperava-me, vestida apenas com a sua pele branca de porcelana...foi uma visão divina, admirei-a de alto a baixo, podendo desde logo notar o quanto estava molhada, avistando pequenas gotículas que prontamente limpei com um par de folhas...antes de me sentar e explodir de alívio. E assim foi a minha primeira vez...

...podia ter dito só que tava no trabalho e de Repente fui Kagar, mas era uma granda volta...


...e eu tinha prometido que não ia ser ordinário =P

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Dura realidade

No último fim-de-semana marquei presença em mais um festival de tunas, desta feita em Viseu, mas desta vez, porque nem só de parvoíce é feita esta vida, não quero falar das desventuras do fim-de-semana, mas do final deste. Nestes fins de semana de festival, fica sempre a sensação que quando à 6ª feira deixamos Lisboa rumo a qualquer lugar, deixamos também para trás a realidade do dia-a-dia, para entrar num mundo à parte, tal como no domingo à chegada a Lisboa voltamos à dura realidade...

Porém desta vez a realidade apresentou-se mais dura que nunca, uma realidade da qual já não faz parte um amigo...de 4 patas e 13 anos.
Neste momento não consigo perceber o que sinto...sempre pensei que este seria o pior dia da minha vida, e certamente que não está a ser fácil, mas ao mesmo tempo sinto-me aliviado pela forma como aconteceu...

Há mais de um ano que lhe tinham diagnosticado um sopro no coração. Tendo de tomar comprimidos todos os dias já se sabia que a chegada deste dia era uma questão de tempo, e desde aí que me tenho vindo a preparar - se é que é possível preparar tal coisa - embora tivesse menos genica que outrora ainda parecia saudável, pois corria, saltava, e brincava como um cachorro...Foi principalmente quando perdeu a audição que me comecei a mentalizar para o pior...mas o pior nem era isto, mas sim ter de vê-lo a perder faculdades, pois provavelmente seguiria-se a cegueira, ou a perda lenta da locomoção...até ao dia em que o encontrasse sem vida num qualquer sofá da casa. Assim apenas me consigo sentir grato por nem eu nem ele termos de viver momentos assim. Posso lembrar-me para sempre dele igual a si próprio, sempre com vida e com imagens alegres. Ainda não consegui falar com os meus pais sobre o assunto, mas terá morrido de noite, provavelmente aos pés da cama embrulhado no mesmo edredon onde estava 6ºa feira, quando lhe fiz a última festa antes de sair de casa. Naquela altura, lembro-me de pensar, quando a minha mãe me disse que ele não se tinha conseguido levantar de madrugada para ir à rua, que ele estava a piorar e talvez aquela fosse a última vez que o via, tal como já tinha pensado outras vezes, mas esperando estar a ser apenas pessimista mais uma vez. Acho que não teria aguentado sequer olhar se lá estivesse...

Durante muitos anos, a seguir ao toque da campainha da porta seguia-se um ladrar familiar, o som de patas a arranhar a porta e do bater da cauda com toda a força no móvel da entrada e no sofá, tal era a alegria com que ele a abanava. Era um abanar de quem se sentia contente por me ver...um abanar sempre sincero, impossível de ser fingido ou evitado, e que faz do cão o melhor amigo do homem, pois não há outro ser no mundo que mesmo sem falar consiga ser tão verdadeiro nos sentimentos que exprime. Toda esta festa era sempre igual tivesse eu estado fora 15 dias ou tivesse ido beber café ao fundo da rua, e lembro-me do estranho que era entrar em casa nas semanas que ele passava fora, por à hora de voltarmos de uma visita aos meus avós, ele ainda andar a vaguear pela aldeia. Esta semana vai ser mais comprida que qualquer outra...

Podia escrever sobre ele mais 100 posts que ainda assim seriam poucos para me despedir...mesmo que pudesse vê-lo uma vez mais, e voltar a falar-lhe enquanto ele me olhava com olhos de quem diz: "Não sei o que é que tás para aí a dizer mas já percebi que te vais embora! Lava-me contigo!" só lhe queria dizer o que sempre dizia ao sair de casa...

Adeus Toby ;)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Dezembro de luto...

E por fim entramos no último mês do ano, faz frio lá fora, o Natal está à porta e como qualquer comum português, é a altura ideal para dar uma espreitadela às mulheres peladas nas capas das revistas masculinas. E quando se fala em revista masculina, um nome incontornável vem sempre à baila. Não, não falo da saudosa Gina, mas da internacionalmente conhecida Playboy. Ora desde que esta pituresca revista, que na "infância" nos povoava o imaginário - pois tão raras eram as oportunidades de folhear uma - passou a ter uma versão portuguesa, a que os conhecedores do mercado internacional têm torcido o nariz, olhando com olhar crítico e desconfiado para as "artistas" escolhidas para as capas. A coisa começou tremida, com celebridades que nem aqueciam nem arrefeciam, umas melhores que outras é certo, mas chegou-se a dizer que a crise inicial estava ultrapassada com a Cristina Areia na capa de Outubro. Tal não se veio a verificar, em Novembro com a "moranga" Marta Faial, mas ainda assim consegui esboçar um sorriso gozão para a poderosa congénere norte-americana, pois antes uma pita dos morangos que a Marge Simpson...

Ora eles em dezembro tiveram isto:



E nós por cá temos isto:


É um facto, quem ri por último ri melhor, e depois de me ter feito rir tantas e tantas vezes, eis que ver RAP só me dá vontade de chorar...e estou oficialmente de luto!

Neste momento devemos ser alvos de chacota de meio-mundo, já era público que a espécie do macho latino-português estava em extinção, mas agora foi a gota de água... Ninguém me tira da cabeça que isto faz parte de um plano maquiavélico de uma irmandade secreta de bixonas para conquistar o mundo. De há uns anos a esta parte começaram a infiltrar-se no futebol, com fitinhas, penteadinhos, passagens de modelinhos...agora preparam-se para dominar a playboy e qualquer dia é vê-los no governo...Ã?? O primeiro ministro é o quê??

Bem, como dizia o outro, aqui há tempo os homosexuais eram presos ou executados, depois começaram a ser tolerados, aceites como iguais numa sociedade civilizada, mais dia menos dia podem casar-se, e...eu vou mas é emigrar antes que seja obrigatório!

sábado, 7 de novembro de 2009

Paulo Bento Forever

Bom, depois ter ressuscitado o meu post sobre o síndroma da segunda época que afectava o Paulo Bento, eis que dou por mim com pena de o ver sair. É verdade que a equipa não jogava nada, é verdade que assistir a um jogo era algo de doloroso para quem gosta de ver bom futebol, e duplamente doloroso quando o eterno rival benf... nem consigo dizer o nome...está a jogar esse bom futebol...é mais do que este meu pobre coração consegue aguentar.

Então porque raio me custa vê-lo sair? Porque, passo a citar:

"Paulo Bento fica na história do Sporting. Pelo tempo, pelos êxitos desportivos - esquecidos ou menorizados -, mas sobretudo pelo capital humano que ofereceu: é sério, frontal, solidário, honesto, coerente, sólido. São qualidades difíceis de encontrar. Será, de facto, "forever"."*

Quem anda no futebol vive dos resultados, P.B. não ganhou nenhum campeonato, mas eu em 22 anos de sportinguista também só vi o sporting ganhá-lo por duas vezes...mas P.B. ganhou duas taças, uma delas ao Porto, e duas supertaças, ambas ao Porto, que no tempo antes de Bento, o Sporting ganhar taças ao Porto era algo no mínimo improvável. O P.B. pode não ter trazido para o Sporting melhor futebol que o que se praticava no tempo do Peseiro, mas trouxe seguramente uma maior cultura vencedora.

Neste momento só consigo pensar, quanto tempo demorará até que os sportinguistas comecem a proferir "volta Bento, estás perdoado". É que pior do que ver a equipa jogar mal e porcamente, é ver depois um treinador a desculpar-se de qualquer maneira, sem a seriedade, frontalidade e honestidade do Paulo Bento. Não tínhamos o melhor treinador do mundo, mas dúvido que exista por aí outro com melhor carácter, e que admita ao sair, que esteve quatro meses a mais (o tal síndroma) à frente do Sporting, e que seja capaz de ver que a situação chegou onde chegou porque também "Houve uma depressão muito grande devido à pré-temporada do Benfica".

Também já tinha escrito no fórum do Record, que não achava que Bento fosse o problema, mas claramente já se tinha visto que não conseguia ser a solução, e que o Sporting deveria agradecer-lhe (publicamente) por tudo o que fez pelo clube, mas o melhor para ambas as partes seria o fim deste "casamento". Esperava que tal ocorresse após o jogo de amanhã com o Rio Ave, aproveitando a paragem de duas semanas no campeonato para começar o novo ciclo com um novo treinador, e não destabilizar(mais ainda) a equipa antes de um jogo que lhe poderia garantir o apuramento para a fase seguinte da Liga Europa. No entanto mais uma vez P.B surpreendeu-me, sacrificando-se uma última vez pela sua equipa, dizendo que sabia que não conseguia ser a solução que um treinador deve ser nestas alturas, e que a sua decisão estava tomada, fosse qual fosse o resultado, sairia após o jogo de quinta-feira.

Paulo Bento sempre chamou as coisas pelos nomes, disse o que pensava e o que tinha a dizer, se a equipa ganhava o mérito era dos jogadores, se a equipa perdia a culpa era dele...
A pergunta que se coloca aos milhares que exaltam o bom momento que se vive do outro lado da 2ª circular é só a seguinte: "será que J.J. , o treinador do momento, vai dizer o mesmo quando o benf...caraças pa...começar a descambar? - Ah não, que agora ninguém pára o benf*?%&/, o J.J. é forever! "
Pois claro...

Muitos também dizem estão fartos de ouvir falar em ética e valores morais, e que o Sporting passa sempre por otário ao lado dos outros grandes, mas também são os mesmos que se queixam da podridão que existe na política nacional, e que são governados por aldrabões. Eu já que continuo por cá com esta canalha à frente do meu país, e como já de qualquer maneira quando é bom nunca é para mim, prefiro que pelo menos à frente do meu clube tenha gente séria - o que é que querem? Há malucos para tudo...

* - excerto gentilmente cedido(ou copiado e colado aqui) da edição on-line do jornal O Jogo.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Há escritos que são intemporais...

Só nunca pensei que se aplicasse a algo escrito por mim...

Quando é bom nunca é pra mim!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Cavaleiro Desandante Esmiuça os Sufrágios

Ainda que embora contudo, todavia, não obstante eu entretanto não tinha dito nada ou coisa nenhuma, este post já vai com 18 palavras e poderia facilmente ser incluído, inserido ou constituir parte integrante de um discurso político-partidário. Claro que fazer um discurso não se prende só com arranjar pelo menos 2 ou 3 sinónimos para cada termo, palavra ou expressão, exige também um grande, um enorme, um esforço extra, para arranjar, reunir, obter, algo ou alguma coisa com que atacar, provocar, ou criticar os demais candidatos, adversários ou opositores.

E isto é o que o "grande" político faz durante meia dúzia de meses de 4 em 4 anos, e tem a vidinha feita. Convenhamos que não é fácil adquirir tão elouquente habilidade de nada dizer, mas em 3 anos e 6 meses deve dar tempo para se apontar uma série razoável de sinónimos caros, embora, e no caso do indivíduo ser destro, tal obrigue ao procedimento de coçar a genitália com a mão canhota... Ora neste momento acho que não me consigo lembrar de ninguém que goste mais de não fazer nenhum do que eu, pelo que me considero o candidato ideal ao emprego de 1º Ministro deste país. Calma, emprego não, que como disse, e bem, o "sr. Eng.º" José Sócrates, ou Sócratas ou Sócrates, whatever, no programa televisivo inspirado no título deste post...cof, cof - "Isto não é um emprego" - pois não, eu ousaria até completar a afirmação do sr. 1º Ministro da seguinte forma: "Isto não é um emprego, é um tacho!"

Ora como eu sou uma pessoa que se interessa pela política nacional, quase tanto como me interesso pela indústria de curtumes norueguesa decidi fazer um daqueles testes para descobrir em quem votar nas próximas eleições. Das vezes que votei, que foram muitas, ou não, não votei em partidos ou ideologias políticas mas nas pessoas que estavam à frente de cada campanha, pela confiança que transmitem ou não...só que desta vez, talvez pelo trabalho apresentado pelo governo dos dois únicos partidos que por cá ganham eleições nunca ter convencido, e os cabeças de lista ainda menos vontade dão de votar neles, teria que optar por um dos mais pequenos. E foi nesse sentido que fui fazer o teste, pensando eu, que assim podia fazer do meu voto um voto útil e votar em consciência. E pronto calhou-me o MMS e passou-me a ideia de que cheguei a pensar que esse teste era realmente uma ferramente útil à sociedade. E não, MMS não tem nada a ver com Multimedia Messaging Service nem tão pouco com Modelos Maníacas por Sexo, diz que é mesmo um partido. Acho que vou votar no Ricardo Araújo Pereira, já que vamos ser governados por um palhaço pago a peso de ouro, ao menos que fosse alguém com piada.

P.S. - O objectivo deste post não é de todo ofender nem ferir susceptibilidades pelo que quero deixar bem explícito que não estou a chamar palhaço ao R.A.P.

P.S.2 - Também não era minha intenção enxovalhar o MMS, estando inclusivé receptivo a propostas do MMS caso estejam à procura de alguém para o cargo de Secretário Geral, salientando que até hoje não conheci ninguém que goste tanto não fazer nenhum com eu, e se se pretendem introduzir na luta com os grandes partidos, há que em primeiro lugar arranjar as mesmas armas.

P.S.3 - Quanto aos restantes passíveis de se ofenderem, se a carapuça servir...

P.S.4 - "Eu não sou a Manuela Moura Guedes, e este não é o jornal nacional!" Portanto faz favor de não me cancelarem o programa, que programar é o meu ganha pão.

P.S.5 Dou por encerrada a parvoíce. Bom fim-de-semana e que Jesus vos acompanhe(tal como tem acompanhado o Benfica).

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

É preciso é que haja saúdinha

Ora viva cambada, então essas férias?

As minhas, tal como da maioria dos portugueses foram curtas, mas antes de começar a dizer mal das minhas férias, vou dizer mal dos últimos dias de aulas....

Ora parece que houve para aí um feriado em junho e eu fui até à praia, ora como quando é bom nunca é pra mim, no dia a seguir tava com uma inflamação no ouvido direito. Enfim, passei a tarde a ganir com dores até que me dignei a ir à farmácia buscar qualquer coisinha prás dores, meti-me na cama e coisa lá acalmou. Acalmou o direito, começou-me a doer o esquerdo. Resumindo, já não ouvia nada de jeito nem dum nem doutro, e fui ao médico. Ora como o serviço de saúde neste rectângulo à beira mar plantado anda, como nós sabemos, pela hora da morte, resolvi fazer uso do seguro de saúde e ir ao privado. E realmente o atendimento não tem nada a ver, é muito mais rápido, passados 10 minutos tava no consultório, e passados 15 já cá tava fora...como diz o outro nem auscultam um gajo nem nada e dá cá 30€...e ainda ficas uma semana a antibiótico! Eh pá, custou-me a dar 30€ por 5 minutos de "trabalho" duma médica - que se não era ucraniana era de pensar em fazer terapia da fala - mas o antibiótico já é gozarem com uma pessoa! Quer dizer, uma semana de verão sem poder beber uma mini...não morro da doença morro da cura...

Mas como diz a minha mãezinha com a saúde não se brinca, pelo que depois de acabar o antibiótico e ter ficado na mesma, fui a uma médica a sério, ao centro de saúde...realmente quando um pobre tenta fazer vida de rico só acaba por ficar mais pobre(30€ e meia grade de minis mais pobre :s), e parece que ainda não inventaram nada melhor que a médica de família...

Bem, até aqui nada de novo, que quando é bom nunca é pra mim já se sabe, mas mais uma vez era escusado de ser mau e ser pra mim. Ora a semana de antibiótico correspondeu à última semana de aulas e como tal, para além de andar surdo, ainda tive a sorte de ter uma apresentação dum trabalho para fazer pra toda a turma, e não é que não tenha sido giro tentar projectar a voz pra toda a gente na sala me ouvir, sem eu me conseguir ouvir a mim próprio, mas não tentem isto em casa, que há sempre um vizinho que acaba por chamar a guarda.
Ora depois dum esforço destes o que sabe mesmo bem é uma mini fresquinha, ou então ir fazer uma frequência, que foi o que eu fui fazer - tava a antibiótico não podia beber minis.

A frequência que não se pode dizer que tenha corrido mal, mas agora a avaliar pelo 6,8 que tive, posso dizer que mais valia ter ido beber a mini...pronto, o dia lá terminou e regressei a casa em busca do merecido descanso...só que, claro, quando é bom nunca é pra mim e indo eu distraído a dizer mal da minha sorte, já ía lançado a mais de 88 km/h quando uns simpáticos(*) agentes da autoridade se lembraram de me tirar uma foto.

- "Boa noite sr. condutor, posso-lhe já dizer que foi fotografado em excesso de velocidade ali à saída da ponte. Carta de condução, documentos da viatura, e pode ir baixando as calcinhas pra levar com ele. Tem o direito de permanecer em silêncio e usar vaselina, se não tiver um tubo será-lhe destacado um barato. Quaisquer gemidos proferidos durante o acto poderão e serão usados contra si pelo penetrador anal."

Ora bandidos que andam a 89 km/h ao descer uma ponte(fora duma localidade), as 22h30 da noite de uma 3ª feira, são um perigo para a segurança pública e têm mais é que ser multados! E como quando é bom nunca é pra mim, foram só 120 € (poucaxinho)...
Já dizia a minha avó: Antes rico e com saúde do que pobre e doente.
Ora se eu já tava doente e pobre, passei a moribundo e miserável, que nem 100 euritos tinha na conta...
O que vale é que quando é bom nunca é pra mim, e como não tinha dinheiro pra pagar ficaram-me com a carta...já tinha dito que quando é bom nunca é pra mim?

- "Sr. Cavaleiro Desandante tá aqui a guia de substituição, e a referência pra pagar no multibanco. A guia é válida até 16 de Dezembro."
- "Porreiro, é mesmo no dia que faço anos, pode ser que me dêm dinheiro pra pagar a multa!"

Enfim, estes guardas de agora já não têm sentido de humor nenhum...

Lá me montei então no meu alasão negro, pronto pra voltar a casa, dizer mais mal da minha sorte, e pensar na maneira mais suave de dizer ao velho que tinha uma multa de 120€ para pagar e nenhum fundo de maneio...quando reparo numa matrícula conhecida, entre o emaranhado de carros prestes a serem multados. Após um rápido reconhecimento facial, o suspeito era precisamente o meu pai...e assim se deitam fora 240€ do já de si mixuruca orçamento dum agregado familiar.

Enfim, não vai um gajo às putas para depois andar a dar dinheiro aos filhos delas...

(*) - simpáticos ou filhos da puta, já não me recordo bem...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Crónicas de um coxo diferente - II

O dia 23 de Maio de 2009 tinha tudo para ser um dia perfeito...tudo tirando o facto de que quando é bom nunca é pra mim.

Mas antes do dia 23 de Maio, há sempre um dia 22 de Maio...e entre o 22 e o 23, toda a gente sabe que, inevitavelmente, há uma noite de 22 pra 23. Até aqui nada de novo...e a noite começou com um jantar de despedida de um ilustre Estudantino que se preparava para ir pra Angola engordar a conta bancária durante uns meses valentes. Não digo que tenha saído de lá alcoolizado mas...eu quando conduzo não bebo, pra não entornar. Ora parte do grupo ía a uma festa numa daquelas discotecas com guest list e coiso e tal, mas eu, um pobre rapaz do campo, e humilde apreciador do ambiente bairrista(e de imperial a 80 cêntimos em vez de 5€), optei por ir à festa do festival da tuna feminina do ISEL, nas novas instalações do Real República de Coimbra no Bairro Alto, na companhia do meu padrinho* há muito desparecido. Ora sendo o moço de Vila Viçosa e conhecendo eu Lisboa como conheço o Porto(que nunca lá pus os cotos) fomos deixar o carro a três dias pra trás do sol posto, do bairro. Para não variar foi certinho que me esqueci de onde é que deixei o carro...
Lá chegámos às novas instalações do Real República de Coimbra, bebemos uns canecos, trauteamos umas modas e eis que chegou a hora de voltar a casa. Mas para voltar a casa há que encontrar o carro, o que se torna uma missão bem mais simples de executar se for debaixo de chuva...já referi que quando é bom nunca é pra mim? Enfim, achei o carro, montei-me nele, e fui à minha vida...até me tava a correr bem a noite quando tive a sensação que passei por um flash, daqueles que costumam custar dinheiro...ai, quando é mau...olha é pra mim...

E pronto chegamos à manhã de 23 de Maio. Acordar as 10h da madrugada, pra ir à benção das pastas da fã nº1, depois de comer o almoço que os paisinhos vão pagar. "Ah, andas a papar almoços à pala e ainda te queixas" - Antes da tempestade vem sempre a bonança, e depois da tempestade...é que é o elas. Mas vá, almocinho e tal, benção na basílica da estrela. Ora a dita leva aí umas 500 pessoas, como tuga que é tuga gosta é de festa, os finalistas devem ter levado aí umas 1000 pessoas só de família. Conclusão, 2h de pé numa buraco mais apertado do que aquele por onde eu nasci. E é este o momento...quero desde já fazer aqui um apelo a vocês fiéis leitores, que se eu algum dia me passar por esta marmita abençoada, a triste ideia de arranjar fitas e ir a uma benção, por favor afinfai-me com uma picareta entre os mirantes, seguido de dois pares de chapadas nas trombas, daquelas que aleijam. Se me quiser autopraxar, não preciso da benção de ninguém.

E por falar em praxar, chegamos ao final da tarde de 23 de Maio, e ao jantar de aniversário do meu melhor amigo. Ora, até aqui tudo bem, não fosse o pessoal lembrar-se de o embubadar com penaltys que era obrigado a beber por duas razões:

1. Por tudo
2. Por nada

Ora amigo que é amigo quando se vê embriagado o que é que faz? Exactamente, faz com que o amigo se embriague mais que ele, e pronto os inergúmenos que estavam lá a jantar acharam piada à coisa e aqui o menino desde imperiais a jarros de tinto, de bota-a-baixo, foi obrigado a virar, que nem um camelo em dia de ramadão. Conclusão, lá fomos os dois cambaleando abraçados até ao ISEL... Ora até aqui também nada havia de estranho, não fosse o facto de termos um festival de tunas femininas para abrir, e uma bandeira com a qual era suposto fazermos cenas fixes, sem que ela tocasse no solo. Digo-vos meus amigos, que tal tarefa já não é fácil quando conseguimos manter o corpo perpendicular ao solo sem grande esforço, imaginem então fazê-lo com a gravidade a pregar-nos partidas numa noite de nevoeiro. Sinceramente não aconselho a tentarem isso em casa, mas pronto a coisa lá saíu menos mal...e fez-se a actuação. Estou a pensar seriamente em editar os 10 mandamentos do porta-estandarte, em que o primeiro será: Não beberás como uma besta antes de ir pra palco.

Enfim, tristezas à parte, instrumentos arrecadados, começava por fim a festa, mas não sem antes mais uma praxe. Ora o desgraçado do meu padrinho, que muito tem brincado aos tropas nos últimos tempos lembrou-se de brincar aos tropas com os caloiros, sendo que a nossa missão era desparecer da vista dele em 5 segundos. Como bom soldado, assim fiz, disparando como uma flecha em direcção a uma ladeira...ora daqui há a reter o seguinte: Nunca dêm de beber a uma flecha, não vá ela mandar-se à toa pela ladeira abaixo e torcer um pé...

Conclusão da história, já o pessoal tava reunido para passagem de mais um reles-caloiro a veterano, e eu a ganir agarrado ao pé...até já tinham estranhado a presença de uma capa e duma batina sem ninguém por baixo, mas nem ligaram...sabem aquela do homem que vai ao médico e diz:
- "Doutor, não sei o que se passa comigo, as pessoas ignoram-me!"
- "Próximo!"

Assim me senti eu, até umas almas caridosas me irem buscar e levado em ombros até à roda.
Pra quem não sabe o ritual de passagem a veterano processa-se da seguinte forma, o caloiro ajoelha-se à frente do padrinho, repete umas palavras que este diz, e depois dá o grito do ISEL enquanto os restantes veteranos lhe despejam duas imperiais(cada um) pelos cornos abaixo.
Ora como quando é bom nunca é pra mim, no dia que ia deixar de ser praxado, carregar instrumentos, etc, etc, torço um pé, que é pra equilibrar...Enfim, a coxear lá me aproximei do meio, e ía pra me ajoelhar quando me dá uma cãembra...foi giro, no momento mais marcante da minha vida académica ter 30 macacos a olhar pra mim deitado no chão, à espera que eu me conseguisse ajoelhar pra se continuar a cena...quando é bom...

Mas mais giro ainda, foi quando o meu tornozelo se tornou num pequeno trambolho e fui ao hospital de santa maria. Normal, diriam vocês...sim, se conseguirem que acreditem que o vosso traje pinga e tresanda a cerveja, não porque vocês deviam estar nos AA mas porque há um ritual na vossa tuna em que...eh pa, quando é bom nunca é pra mim.

(*) Padrinho na Estudantina do ISEL, porque o outro padrinho, nem é considerado desaparecido, que eu acho que ele existe, mas ainda não foi provado.. =P

segunda-feira, 9 de março de 2009

A Demanda das Bolas do Dragão

Atado que estava o hipópotamo com uma trela de corda improvisada, e com os pertences às costas, Giromo partiu na companhia de Gina, em direcção à vila.
Para quebrar o silêncio que se colocara entre eles, Giromo perguntou:

- Ainda não me haveis dito o que em boa hora vos trouxe a estas mal-assombradas terras?

- Venho candidatar-me a ajudante do médico da corte, que diz que está velho e quase senil, pra não falar na falta de vista. Veja bem que fez no sábado 5ª feira, que o malvado foi tratar dum pobre enfermo acamado devido a uma hemorróida agúda em 3º grau, e por forma a ver de melhor enfiou-lhe um coto duma mangueira pelos entrefolhos do nalguedo, pra espreitar à outra ponta, mas não vendo nada com a escuridão, acendeu um fósforo e mandou-o pela mangueira abaixo...ora assim que o lume se apossou dos gases intestinais, aquilo deu em arder material e estoirar foguetes...parecia as festas de São Firmino...diz que o coitado desde aí que já nem caga...só deixa cair. Ainda assim o doutor é um homem sábio, e espero que me passe alguns dos seus conhecimentos antes de bater as colheres.

- Nesse caso acompanhar-vos-ei à sua presença que sou capaz de tar a chocar alguma.

O velho doutor tinha os seus aposentos na torre mais alta do castelo de pedra branca, que se erguia imponente no topo do Monte Raso. Desde a entrada da muralha às portas da torre era quase meia hora a pé, isto se não parassem admirar as pêgas da rua direita ou os naprons feitos à mão que as velhas vendiam a vulso em cada esquina. O sol já ía alto quando a alcançaram e ouviram o velho curandeiro berrar lá de dentro - Tá aberta, puxai a corda!
Puxaram o atilho e sentiram o trinco abrir-se, para possibilitar a entrada numa sala oval, coberta a toda a volta de altas prateleiras empoeiradas, que suportavam estranhos utensílios de madeira ou metal, e inúmeros livros de grossas lombadas e folhas amareladas.

O doutor encontrava-se sentado a uma secretária de mogno, e fez-lhes sinal para que se sentassem em duas velhas cadeiras de verga, algo carcomidas pelo caruncho.

- Estou só aqui a acabar de desenhar estas radiografias. Tive que dispensar a impressora ontem, gastava-me os tinteiros todos, e desenhava-me as fracturas todas tremidas, ainda pensei de ser das penas, mas afinal era Parkinson. Já não se arranja escravas capazes a ganhar menos duma côdea de pão e um coxo com água, por meio-dia de trabalho...e a culpa é dos porcos dos sindicatos, havera de ser eu que mandasse, era juntá-los todos, besuntados com mel e largados aos ursos. Enfim, já está...ora digam lá jovens que vos trouxe cá?

- Eu vinha-me candidatar ao lugar de sua ajudante, que muito me honraria, ficando-lhe eternamente grata se me aceitasse.
- Bom, a menina deve calcular que as candidaturas são mais que muitas, que referências trás?
- Tenho esta carta que me escreveu meu marido antes de me abandonar...
- O seu marido era médico?
- Não, mas quando soube que ele me encornou tratei-lhe da saúde.
- Ah, menos mal. Acho que tem o perfil indicado, e deixe-me dizer-lhe que a minha decisão será certamente entre si e uma outra candidata que entrevistei ontem.
- É boa médica?
- Não, mas é tesuda. Só tem um pequeno defeito...
- Celulite? Mamas pequenas? Uma verruga peluda?
- Não, falta-lhe um braço, mas tem uma boquinha de ouro...

Um silêncio de tal madeira denso invadiu a sala, que era possível cortá-lo à faca...Gina tinha de puxar dos seus melhores argumentos para sair daquela situação...puxou das saias. O velho arregalou os olhos ao ver aquele cenário, e quase lhe despencou o queixo quando viu o sexo de Gina como que piscar-lhe o olho.

- Como é que fez isso??
- Assim - disse Gina repetindo a piscadela - doutor, enfie-lhe dois dedos...
- O quê? Essa merda também assobia? Contratada!

Gina voltou a compor-se, e desta vez foi Giromo que falou.

- Ó doutor, eu vim cá que era pró sôr doutor me ver aqui as partes fodengas que um malvado dum lagostim me ferrou.

Quando baixou as calças um arrepio percorreu-lhe o corpo ao ver que o seu estimado saco se apresentava num tom arroxeado, e no sítio da mordedura ostentava uma marca negra como bréu.

- Tenho más notícias pra si...esta marca que aqui se vê é um selo amaldiçoado, e temo que não o consiga remover se não me trouxerdes as bolas do dragão.
- Bolas do dragão? As sete bolas de cristal que se encontram espalhadas pelos quatro cantos do mundo, e que quando reunidas conferem ao seu portador o poder de invocar o dragão sagrado que realiza qualquer desejo?
- Não animal, os culhões do bicho.
- Ah...mas em que é que isso me vai ajudar?
- Nada, mas dão um petisco que é um mimo, e puxa prá cerveja...já ando a enjoar túbaros de porco.

to be continued...

domingo, 4 de janeiro de 2009

As Desventuras de Giromo - Parte I

************************* AVISO *************************

Avisam-se os estimados leitores que o seguinte post pode conter linguagem ou cenas consideradas chocantes, pelo que se tiveres menos de 18 anos vê antes um link destes que são uma barrigada de rir:

Noddy o traficante: http://www.youtube.com/watch?v=GkpQ6eoPtR4

Ruca o FDP: http://www.youtube.com/watch?v=9k6CDPcFFL8

Se tens mais de 18 anos mas não queres conspurcar a tua mente e buscas a salvação, sugiro que vás até à cozinha, feches todas as portas e janelas, abras o gás e te deites um bocadinho que isso há-de passar. Ou então corta os pulsos para não tares com tanta maçada.

**************************************************

Quando saíu da água Giromo trazia ainda o vil crustáceo filado à sua bolsa escrotal que devido ao inchaço parecia agora albergar ao invés de testículos, duas pequenas sapateiras. Praguejando contra o inventor da fisionomia masculina, que dotou o homem de tão mal jeitosa e enrugada protuberância, Giromo percebeu que bem mais incomódo haveria de ser se tivesse de segurar os ditos cujos com as mãos...e ferrando uma mão com os dentes, arrancou o desgraçado lagostim com a outra, para mais uma vez soltar um urro capaz de ensurdecer um elefante mouco.

E foi talvez atraída por tão arrepiante som, que surgiu à sua frente uma mulher que Giromo nunca vira. Não era feia nem tão pouco bonita, antes pelo contrário, e Giromo nunca haveria de esquecer as palavras que lhe dirigiu:

- Mas que grande inchaço trazeis aí, meu bom homem - disse ela, mirando Giromo de alto a baixo, com especial demora nas suas partes íntimas.
- É verdade formosa dama, veja bem que aqui o danado me ferrou - proferiu Giromo, enquanto elevava ao sol o lagostim que esperneava entalado entre o dedo médio e o indicador.
- Oh, nesta vida! São coisas que acontecem...mas deixai-me cá ver isso que trago aqui umas ervas que são um mel, para as mordeduras e outros males que tais.

E antes que Giromo podesse soltar um som que fosse, a estranha mulher apossou-se-lhe dos genitais, ajoelhando-se para uma melhor visão. Até que Giromo, encavacado com tal cenário disse por fim.

- Cara senhora, agradeço-lhe imensamente que me alivie a dor, mas não querendo ser indiscreto, uma vez que pende em suas mãos o futuro da minha descendência, não achais justo eu saber pelo menos o vosso nome?
- Gina.
- Só Gina?
- Sim, não lhe basta Gina?
- Oh sim, é um linde nome. Giromo, um fiel servo à sua disposição... - um lindo nome mesmo, chegava Gina, e a pronúncia do nome, conjuntamente com o bálsamo quente das ervas que ela lhe esfregava em redor do ardor e ao longo do prepúcio, fez o seu pendente membro começar a ganhar cabeça, indo já a 45º quando Giromo se prontificou a desculpar-se.

- Queira desculpar este meu comportamento, e não me interprete mal, mas há anos que não tenho mão no malvado.
- Oh, não se martirize, as saudades que eu tinha de presenciar tal desenvoltura, deixe que ponha eu mão no danado...- disse Gina arremelgando os olhos - mas uma coisa de cada vez, tratemos então deste imprevisto, e trate de quebrar o lacre deste insano cofre que carrego à cintura - E dito isto, num movimento como que para tocar nos bicos dos pés Gina vergou-se levantando as saias ao nível do pescoço, e revelando não possuir cuecas...

Vislumbrando tal cenário já o rígido vergalho atingira os 90º apresentando-se prefeitamente paralelo ao solo. Giromo abeirou-se dos quadris da devassa segurando-os com firmeza e desde logo tomando o pulso ao acre odor a feijão com lebre, que emava dos entrefolhos da roliça mulher, revelando que aquelas miudezas não viam sabão, nem tão pouco uma pinga de água, há vários dias. Mas Giromo não se ralou, tinha pouco sucesso entre as mulheres, e aquela era uma oportunidade de ouro. Não é que fosse particularmente feio, tirando o dente em falta que mostrava a cada sorriso e a cicatriz em forma de alacrau num canto da testa, por norma escondida atrás da oleosa cabeleira ruiva, tinha uma aparência normal. Talvez fosse o cheiro a peixe que incessantemente o acompanhava ou o lixo que teimava em acumular-se por debaixo das unhas sempre que amanhava o mesmo, que afugentava o sexo oposto...

- Andais sempre assim tão à fresca, amável dama?
- Oh não, por quem me tomais?
- Desculpai-me não quis ofender.
- Não foi nada. Agora dai-me de força!
- Com força.
- Isso. Mas se quereis mesmo saber, apenas descarto o uso da roupa de baixo quando contraio alguma doença venérea.
- Ah, fico mais aliviado.
- Desta vez são os chatos que me apoquentam.
- Ah bicheza malvada!
- Pediculose púbica é o que lhe chamo.
- Magana.

Teriam trocado mais dois dedos de conversa durante o acto, não fosse o facto de Giromo, dada a falta de rotina naquelas práticas, ter disparado numa explosão de prazer como jamais tinha experimentado, deixando a pobre Gina de quatro, e ainda a palpitar, coberta de lagonha morna. Sem se aperceber crispara as proteburantes unhas nas nádegas da pobrezinha, e ainda não as soltara.

- Bom, já deu para matar o bicho... - suspirou Gina.
- Peço perdão, foi o que se arranjou para agora, mas queríeies mais?
- Porventura...
- E o meu inchaço?
- Tomara que se mantenha...
- Não é esse, falo do outro...
- Ah, se despejarmos os alforges é capaz de passar mais ligeiro...
- Seja...

To be continued...

PS: Se tens menos de 18 anos e leste isto na mesma, não fizeste nada que eu não fizesse quando tinha a tua idade, e ainda cá ando. E tirando meia dúzia de pequenos furtos e atentado ao pudor, ainda não dei em criminoso...
PS2: Pirataria é crime?
PS3: Esquece, eu enjôo em mar alto...
PS4: Aproveita que tás na net e vê umas gajas nuas.
PS5: Se não gostas de gajas nuas é porque és mesmo bixona.
PS6: Exacto, escusas de escrever para uma revista a perguntar.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Se eu escrevesse um livro épico começaria assim...

Giromo acordou, numa manhã igual a tantas outras. Lá fora o nevoeiro carregado de ar frio fazia ranger os dentes aos pássaros mais madrugadores que permaneciam por ali durante a estação fria, à medida que derretia a geada acumulada na borda dos carreiros após uma anormalmente fresca noite de lua nova, facilmente confundível, pelos mais distraídos, com um avantajado quarto minguante.

Assim que saíu porta fora, completadas que estavam as tarefas de higiene pessoal, que minuciosamente levava a cabo antes de abandonar a comodidade do seu lar, invariavelmente, a cada madrugada. Era assim desde que perdera a sua mãe naquele fatídico jogo de cartas, e que perdera também o gosto de viver, limitando-se a existir apenas para cuidar de quatro irmãozinhos que Vitória, a velha galinha poedeira, deixara órfãos há coisa de mês e meio. Não raras vezes recordava com nostalgia, que por pouco não estrelara dois deles, num dia que lhe deu o desejo de molhar o pão numa gema mal passada. Felizmente uma soltura inesperada apossou-se dele naquela hora, ficando 3 dias confinado a uma dieta de chá e pão seco. Foi o suficiente para que os ovos chocassem e dele saíssem aquelas quatro amareladas criaturas de bico ruidoso, que o impediam de cortar os pulsos com a navalha ferrugenta que fora de seu avô depois de ser de seu pai, e que sempre carregava com ele tal qual um amuleto espanta-espíritos, ou espanta ladrões.

Giromo saíu então para a gélida madrugada, semi-cerrando os olhos, forçando-os a distinguir as formas escondidas para lá do neoveiro, caminhando com as suas botas de pele de cabra que tanto gostava, quando calcou uma poia. Amaldiçou a sua má sorte em voz média alta...Pisar merda é sinal de dinheiro, diz o povo. Giromo não era supersticioso, mas pelo sim pelo não apertou a pata de coelho que sempre transportava na algibeira juntamente com a navalha, e bateu três vezes na madeira do terço que trazia ao pescoço...É para afastar a má sorte, dizia ele aos amigos que zumbavam do peculiar objecto, pois cristo só viria ao mundo dali a muitos anos e a cruz não simbolizava mais do que dois paus atravessados. Mas para Giromo era mais que isso...lembrava-lhe o pai que tantas vezes o mandou ir jogar ao pau com os ursos, nos poucos dias que trabalhou com ele, como aprendiz de carpinteiro. Aquela cruz moldara-a ele com as próprias mãos, e a navalha de bolso...era um facto, jeito para a profissão do pai era coisa que não tinha.

Talvez por isso tenha escolhido tornar-se peixeiro...e aí ía ele, para mais uma jornada no rio Secum. Mas aquele dia era diferente...tinha se esquecido do equipamento para a pesca à enguia...paciência, cingir-se-ía ao achegã. Talvez o destino quisesse assim, tal como quis atrair o seu olhar para a estranha pedra coberta de lodo que jazia na outra margem. Tal visão intrigou-o, não só pelo formato da pedra, mas porque não havia pedras por aquelas bandas, apenas agriões. Sem saber como nem porquê, Giromo atirou-se à agua, e esbracejou. Aprendera a nadar tinha apenas 6 anos, com um Labrador Terrier que lhe fora oferecido por motivo do seu 10º aniversário, ou do 5º, já não se recordava bem. Se tinha um defeito, era a falível memória...e o parco talento para a carpintaria...mas foi nadando à cão que alcançou a lamacenta barreira, que albergava aqui e ali moribundos cadáveres de rãs, outrora saltitantes batráquios.

Ao pegar-lhe não tardou a perceber que a invulgar pedra, era tão invulgar por não ser uma pedra, pois nesse memo instante sentiu o pulsar de uma vida vindo do seu núcleo. Era um ovo, mas não lhe apeteceu estrelá-lo, sabia que este era especial. Sim, tinha a certeza, escalfado com ervilhas daria um melhor petisco, mas hesitou quandou os seu pensamentos lambões foram interrompidos pelo ruído estaladiço que vinha da casca. Estava a acontecer, o ovo ía ecludir. Será um dragão, como contam as lendas e as cantigas antigas? Atentando ao avantajado tamanho bem que poderia ser, divagou Giromo ao arregalar os olhos para ver um fucinho largo e curvo surgir do primeiro buraco. Quando finalmente o dragão recém nascido se livrou da melosa casca, Giromo percebeu...o seu dragão era uma anafada cria de hipopótamo!
Assustado tacteou o bolso em busca da navalha, ainda não a limpara desde que estivera a amanhar o peixe, pelo que esta estava gordurosa e escorregadia. Amaldiçoou-se por isso. Raios me partam se os hipopótamos agora nascem em ovos! - disse Giromo, quase ao mesmo tempo em que um relâmpago despencava no alto da sua cabeça, e ele tombou firme e hirto como uma barra de sabão azul macaco.

Acordou com as lambidelas do hipopotamo, que assim que ao vê-lo abrir os olhos lhe ferrou carinhosamente os dentes no enorme nariz que possuía, herança de sua mãe. Doía-lhe a cabeça, como numa manhã de ressaca, mas ainda assim bem menos que a respeitável narigueta, que começava a inchar. Praguejou mais uma vez, para de seguida dar graças por estar vivo. Ninguém até hoje sobrevivera à queda de um raio na moleirinha, ele era o primeiro, era especial. Assim que este pensamento o abandonou, não se conseguiu conter a tirar a roupa, e mergulhar nas gélidas águas do Secum, tal como veio ao mundo. Estava um frio de rachar, mas não foi por isso que momentos mais tarde se arrependeu da sua decisão, mas pelo lagostim que lhe fechou as tenazes em redor do escroto...O seu uivo de dor acordou a floresta em redor, os pássaros voaram para longe alarmados, os esquilos esconderam-se espalhando as bolotas que transportavam no regaço, e até o pequeno hipopotamo se viu forçado a soltar um pum, enquanto se escondia atrás duma moita.

To be continued...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Crónicas de um coxo diferente

Saudações académicas! Cá estou eu mais uma vez para o meu post trimestral...é verdade, desde que sou um estudante exemplar só posso escrever de 3 em 3 meses. Sim, estudante, já é oficial...Fiz 6 cadeiras no semestre passado! Sim, podem dizê-lo...eu próprio se calhar vou dizer mais uma vez...: FODA-SE! Ah, agora tou muito mais aliviadinho...

Se fez 6 cadeiras é normal que não tenha tido tempo pra vir para aqui escrever merdelim em quantidades como de costume, dizem vocês...Não dizem? Não dizem porque se pra mim é difícil mudar os maus hábitos da calãzisse, pra vocês continua impossível mudar os hábitos de rabetice, mas enfim, não foi pra falar do mau uso que dão ao vosso befo que escrevi este post.

Fiquem sabendo que mais do que um incorruptível estudante, poderia ser neste momento um exemplar trabalhador-estudante-finalista-do-cabrão-do-curso-que-não-há-meio-de-ficar-acabado-de-Engenharia-Informática-e-de-Computadores, isto claro está se não fosse aquele detalhe de quando é bom nunca é pra mim. Após duas entrevistas relâmpago, eis que recebi uma proposta de uma multi-nacional para trabalhar num projecto de dois anos pra uma marca mundialmente conhecida...até aqui tudo bem, não fosse a parte de pagarem uma parte em senhas de refeição e ter de passar os próximos anos a arrastar-me até ao cú de Judas Iscariotes para entrar as 8h da matina, sair ás 17h e ir pro ISEL até as 23h, tá bem que eu agora sou esforçado e responsável, mas também não sou urso! Se calhar urso sou um bocadinho, que eu não dispenso as minhas horas de hibernação, mas também não sou parvo! Bom parvo também...quer dizer, vá não sou burro! Enfim, também com tanta a gente à procura de emprego e eu a queixar-me...mas obviamente que esta era a parte boa, pois como é do senso comum a seguir a uma proposta assim-assim, vem sempre uma proposta de...e eis que dou comigo à porta de uma 2ª multi-nacional, ignorando a placa de alumínio ostentando "Advogada" em letras garrafais, para entrar e dar de caras com o logotipo da empresa impecavelmente desenhado em cartolina, enfim...tira lá o trabalhador e fica só com o estudante-finalista-do-cabrão-do-curso-que-não-há-meio-de-ficar-acabado-de-Engenharia-Informática-e-de-Computadores, e já gozas...

Mas nem só de episódios engraçados é feita esta minha vida, finalmente estreei-me como bandeira/porta-estandarte(chamem como quiserem, desde que não me chamem pai nem me peçam dinheiro), da grandiosa Estudantina Académica do ISEL em festival. Sim, depois de explorar o meu rarefeito talento musical lá tive que me agarrar ao pau...o que não é assim tão mau, já que anda por aí muito boa gente a agarrar-se ao pau, e sem mãos! E não é com o que vocês tão a pensar é mesmo com o nalguedo.

Enfim, mas também há vida para além do mundo académico, já no panorama desportivo, quando é bom continua a não ser pra mim...ora este ano que ía ser a minha afirmação no Inatel lesionei-me com gravidade...eu digo com gravidade para não me sentir mal, mas envergonhadamente confesso que esta lesão é um bocado abichanada. Levar uma pantufada que me fizesse uma fractura exposta, deixasse um pé virado ao contrário, uma rotura, até uma entorse, era coisinha que aleijava mas ao menos era de homem, agora doer-me um calcanhar só porque sim é que não...

Começou-me a doer só porque sim, faz gelo num saco de ervilhas, põe voltaren, arranja umas palmilhas de gel, olha que isso é dos ténis que compraste...bom, mais de 2 meses volvidos e o menino na mesma. Bom, se calhar 'táva na altura de ir a uma médica especialista, e marquei uma consulta, mas pra passado 15 dias que quando é bom nunca é pra mim e a doutora 'táva de licença de parto...

3ª feira, 11 de Novembro de 2008

10h30: - "Bom dia, eu tenho consulta marcada prás 10h30". - "Qual é a especialidade?" - Ameijoas à bulhão pato, mas pra que é que ela quererá saber isso? Não labrego, a especialidade da médica. Disseram-me que era médica dos pés...pediatria?? Isso é dos putos, foda-se... - "é por causa duma dor aqui no pé" - sou a vergonha desta juventude, e mais não vejo os Morangos c/açucar há séculos...- "ah já sei, mas a doutora ainda não chegou, tem que esperar um bocadinho" - e fiquei sem saber o nome da especialidade...deixa cá ver o que diz a tv guia, esta será daquelas que têm parte de sexo?
11h00: Fecho a 3ª tv guia, nem sinal da doutora.
11h09: Duas Nova Gente's depois, chega a médica.
11h13: Mas que raio é que ela estará a fazer sozinha no consultório? Queres ver que se deixou dormir?
11h15: -"Pode entrar".-"Blá, blá, blá...pardais ao ninho..."-"Ah isto é derivado de você ter a curva do pé demasiado acentuada, de maneira que o pé não assenta correctamente e força o tendão, blá, blá, blá...whiskas saketas...temos de fazer uns suportes plantares (palmilhas pra eruditos) à sua medida pra compensar...beca beca..."-E eu tudo bem...-"Eu não tenho aqui o material para fazer os moldes, pode ir sábado às 14h30 à clínica "troca-o-passo" para ver se tratamos disso o mais depressa possível?" - que remédio...resumindo, uns têm pés chatos, eu pra ser diferente tenho isto...

Sábado, 15 de Novembro de 2008

14h33: "Boa tarde, eu vinha pra uma consulta com a doutora Pichelina*."-continuo sem saber a especialidade, se houver outra Pichelina vou passar vergonha outra vez -"Como é que se chama?" - "Cavaleiro Desandante ;)" - "Tem marcação? É que não tenho aqui nada no computador." - "Se calhar não, é que isto era só pra fazer os moldes pra umas palmilhas..." - "Ah, então tem que aguardar um bocadinho que a doutora ainda não chegou"-que admiração...olha, revistas cor-de-rosa desactualizadas, as minhas preferidas...pra forrar o chão por baixo do prato do cão...
15h05: 3 revistas depois, chega a doutora.
15h10: Mas o que é que eles tão tanto tempo a fazer quando chegam ao consultório???
15h11: "Pode entrar cavaleiro"- ao menos já sabe o meu nome =P -"Ponha aqui um pé"-isto é fofinho, parece esponja, e é vermelho, é melhor pisar com força... - "E aqui o outro."-...- "Pode subir aqui pra cima, se faz favor" - só porque tás a pedir por favor - "Tá a ver aí as zonas a verde no espelho por baixo, vê se que o pé não acenta bem..." - Não tou a perceber, mas vá - "Sim,sim..." - "As manchas a vermelho é por causa do material do molde" - ah bom, é que ía jurar que tinha lavado os pés antes de sair de casa - "Então pode vir buscá-las 3ª feira às 11h à clínia onde foi na 3ª passada" - porreiro, ao menos é rápido.

Era rápido, quando é bom nunca é pra mim...

3ª feira, 18 de Novembro de 2008

10h45: atrasado, mas pronto pra sair de casa (que se lixe a médica também se atrasa sempre...)
10h46: quem é que me tá a ligar a uma hora destas? - "Estou sim" - "Bom dia, é o sr. Cavaleiro Desandante?"- eh lá, queres ver que é uma fã ninfomaníaca possuída por desejos carnais matutinos?-"É da clinica "treco-lareco"- quando é bom nunca pra mim... - "tava-lhe a ligar porque a doutora tem o menino pequenino doente e não pode vir dar consulta hoje, e mandou perguntar se podia ficar prá semana?"-falta de sorte-"Sim, se não puder ser antes..."- que remédio -"ah, é que a doutora não sabe se vai conseguir dar consultas esta semana por causa do menino..."- mas porque é que eu não fui pra médico???? - "Então pronto, fica prá semana. Obrigadinho pela atenção."

3ª feira, 25 de Novembro de 2008

11h00: Ao menos desta vez teve a decência de marcar prás 11h pra eu não ficar à espera - "Bom dia, eu vinha prá consulta com a doutora Pichelina" - raios parta, ainda hei de morrer e não fico a saber a especialidade da mulher - "A doutora hoje está um bocado atrasada" - já referi que quando é bom nunca é pra mim?
11h30: Vira revista, venha outra...
11h33: Chega a doutora
11h 33min 20seg: Doutora espalha-se ao comprido no corredor.
11h 33min 21seg: Penso na desgraça do sporting(afastando a imagem do cabelo do P.Bento) pra não me desmanchar a rir...ah pois é, deus castiga...
11h38: A demora do costume...
11h39: -"Sr. Domingos Paciência** pode entrar" - foda-se ainda por cima o velho tá à minha frente...quando é bom nunca é pra mim.
11h44: -"Cavaleiro pode entrar, não vale a pena estar à espera" - ah afinal, às vezes até nem é mau e é pra mim...
11h50: "São 75€ se faz favor." - FODASTEA! Quando é bom nunca é pra mim, mas quando é mau também escusava de ser sempre pró mesmo! Pronto, agora sou pobre e coxo...parece destino.

Por falar em destino há coisas do arco da velha, como a etimologia (http://www.pititi.com/curiosidades/nomes/nome_c.htm), fui a ver e não é que o meu nome vem do latim claudus e significa "coxo" ou "diferente", decididamente quando é bom nunca é pra mim, nem no nome acertei...

(*) Pichelina - nome fictício mas castiço.

(**) Não era o treinador da académica, mas o nome acentava-lhe bem dado que teve todo o tempo a ouvir a velha que dizia que tinha apanhado uma gripe enorme apesar de ter tomado a vacina. Justificação do médico - "Eh pá, tou com medo de si, você consegue apanhar sempre as estirpes que não são prevenidas pela vacina..." - que é uma maneira fofa de um médico dizer que o que a velha teve foi uma variante de QCLD***.

(***) Qualquer Coisa Lá Dentro.

Bjinhos à prima, e como dizem no Telerural...cuidado com aqueles moços que escrevem blogs sobre coisas parvas com a ponta dos dedos e uma mantinha plas costas derivado da rijeza(frio em alentejano) que se faz sentir por esta altura no ribatejo. E já agora cuidado com aqueles moços que pensam que ribatejo é toda a região localizada acima do Tejo...há quem diga que não existem mas que os há há.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Pintado de fresco

Oi cambada, como é que é? Do mesmo tamanho...pois, então que fazem? Sim, compram tudo já feito...mas como têm andado? Com as pernas? F*D*A-S* não dá pra falar com vocês, depois querem que um gajo tenha prazer em vir pra aqui postar...

Mais vale conformarem-se...Não, não adianta espernear, é oficial, eu voltei mesmo a escrever um novo post, e não há o que possam fazer quanto a isso...tipo, se o estão a ler é porque ele já foi escrito!

Enfim, eu sei que vocês são um bocado limitados, mas se não fossem também não estavam a ler isto, e é por isso que eu vos considero especiais... =p

Eu sei, é um facto, sou um calão, não escrevo nada há mais de 4 meses, mas eu sou mesmo assim...como naquela quadra de 3 versos da mais sentida poesia contemporânea*...

A preguiça cola-se a mim,
Como as pulgas ao cão,
E as penas ao alcatrão.

Mas nem só de preguiça é feita esta minha sofrida existência, nos últimos 4 meses muita coisa mudou...se eu há 4 meses era um ocioso amante do descanço, hoje em dia, continuo a sê-lo, mas descobri em mim o potencial de um verdadeiro estudante, é verdade, este semestre bati o meu record e fiz mais de 4 cadeiras! Fiz 5, se bem que ainda não saíu a nota da 5ª, e ainda me esperam mais duas para fazer lá para Outubro em época especial. E mais, para além de um valoroso estudante (valoroso, porque passei em todas com 10 valores), sou ainda um esforçado trabalhador. Vá, procurem lá um assento confortável, que eu espero. É verdade, inicei a minha vida activa...isto de trabalhar é giro e tal, mas com calminha, que se o trabalho desse saúde, a assembleia da república era transferida pró Amadora-Sintra...Daí que fui trabalhar pra um call-center, e em part-time, que os meus afazeres de preguiçoso não me deixam tempo pra mais...

"Estou sim bom dia, o meu nome é Agapito Virgulino**, estou a ligar da Zon TvCabo e pretendia falar com o sr. Leopoldo Bonifácio**"...Não, não me passei da cabeça (mas já não falta tudo), esta tem sido a frase mais dita por mim de há mês e meio a esta parte...5 dias por semana, a vender o serviço de telefone fixo(Voip) e Internet da TvCabo...a internet vá, mas no caso do Voip, quando toda a gente tem telemóvel, sinto-me como se tivesse a vender cavalos..."O sr tem um mercedes, mas se comprar um cavalinho já viu o dinheiro que poupa em gasóleo se ao fim-de-semana passar a ir ao pão de cavalo?"

Num próximo post talvez me alargue mais a dizer mal do meu trabalho, no entanto não vale a pena ser já despedido caso o meu chefe leia isto...se bem que tou a pensar despedir-me no final do mês...é que já vi como é que é isto de trabalhar, já tenho uma ideia, e queria ver se não me acostumava muito...e também mereço umas férias, estou em risco de fazer 7 cadeiras este semestre! Até vou pedir à minha avó pra me benzer, que se calhar tou com quebranto...

Mas nem só de coisas tristes é feita a minha vida...também é feita de cenas tristas...e é com emoção e de olhos marejados que vos comunico que o meu cavalo branco desapareceu! É verdade, consegui vender o chaço...era um chaço, mas foi o meu primeiro chaço! Veio um gajo do Algarve de propósito buscá-lo, sim porque eu não ía desfazer-me dele de qualquer maneira, não poderia vender o meu companheiro de inúmeras odisseias ao desbarato...pronto vendi-o ao preço da uva mijona, se não ninguém o comprava, mas o comprador teve que passar as passas do algarve, do baixo alentejo e do alto alentejo, para o vir buscar...o que já me conforma um bocadinho.

E como um cavaleiro, mesmo que desandante, não sobrevive sem o seu corcel, monto agora um bravo alasão negro, comercial de 5 portas... um comercial com 5 portas é parvo! Ya, e então? O meu blog também é, e tás a lê-lo! Não vale a pena puxarem mais pela moleirinha, é mesmo um Citroen C3 - Mas que carro tão apanascado, dizem alguns enquanto secretamente acariciam o rendilhado da sua roupa interior - Meus amigos, um homem com eles no sítio, até pode andar de Fiat Panda rosa-choque e às flores, sem que isso belisque a sua masculinidade...- é redondinho, mas o zé tolas também é, e vejam lá se elas não lhe acham piada. E mais, finalmente tenho um carro que bebe menos que eu...se calhar não bebe, mas já teve mais longe...


* Sim, contemporâneo, acabei de inventar.
** Nomes fictícios. Se por acaso o caro leitor tem um destes nomes, se calhar é altura de pensar se não terá sido adoptado. Ninguém carrega um filho nove meses pra lhe fazer isso...

P.S.: E a nova decoração do blog, ã? Não,não havia o padrão rosa-choque com motivos florais...também já chateias com tanta rabetice...e o post já acabou, porque é que continuas a ler? Xô! Bjinhos à prima!